quinta-feira, novembro 15, 2007

sábado, novembro 03, 2007

sexta-feira, outubro 26, 2007

Leia-se

"Para o Estado, a redução do IRC [no interior] terá, pelo menos no curto prazo, um impacto muito limitado. É que apesar de ocuparem a maior área do País, os oito distritos abrangidos por este benefício têm um peso muito pouco relevante na cobrança deste imposto. Segundo dados do IRC para 2005, os últimos disponíveis, os distritos de Bragança, Viana do Castelo, Guarda, Vila Real, Portalegre, Évora, Beja e Castelo Branco foram responsáveis por uma receita da ordem dos 130 milhões de euros. Sem contar com as regiões autónomas, que têm um regime fiscal próprio, a soma representa menos de 5% da cobrança total do IRC em 2005. O distrito de Lisboa representou mais de 50% do imposto cobrado nesse ano. "

Inépcia

Ao que parece, o partido do governo, e o próprio primeiro-ministro, caem nas sondagens. Entretanto, o que se passa na oposição face a tal conjuntura? Tanto à esquerda (PCP) como à direita (PSD), desencadeia-se mais uma campanha de 'caça às bruxas' nas fileiras dos respectivos partidos.

Política Transgénica

Política transgénica é um bom label. Uma mistura de genes czaristas, kapagêbianos e cleptocráticos. Tudo bem batido com muita diplomacia e segurança à medida. Atêntico cocktail molotoff, com muito vodka. Explosivo aqui não será metáfora.

Livro de estilo

Ao invés de ser procurado para ser lido, este pobre blogue é procurado como livro de estilo. Particularmente por aqueles que querem fazer escolhas em matéria da cor da gravata a usar. Frustrante.

Um dos posts mais procurados via Google é este.

Dúvidas (2 de muitas)

- O meu telemóvel faz uns barulhos esquisitos. Estarei a ser escutado, ou será que não troco de telemóvel desde o tempo em que uma das operadoras se chamava Telecel?

- As minhas sms não chegam ao destinatário. Estarei a ser lido, ou será que sou um nabo a lidar com as novas TIC?

Revisionismo ortográfico

Começo a não achar piada nenhuma. É a segunda vez que na revisão de textos meus, os sábios revisionistas, ao invés de reverem, colocam gralhas e erros de palmatória onde eles não estavam, fazendo passar o autor por ignorante e descuidado.

Elementar meu caro Watson

Como se vê, Watson tem razão. O mais recente ranking das classificações dos alunos no ensino básico e secundário, colocam entre o top menos as escolas portuguesas nos países africanos. Lá está Angola, Guiné e tal. É verdade, já me esquecia, também lá estão as escolas das zonas mais desgraçadas do país: o Portugal profundo da interioridade e Amadora, Loures e Gondomar. Estas últimas, terras de pretos, pois claro, ciganos e sicilianos. Elementar, meu caro Watson.

quinta-feira, outubro 18, 2007

terça-feira, outubro 16, 2007

Mariscada

Facturas de 400 euros de camarão que nunca chegou às mesas das cantinas, e outras formas de peculato, levaram à demissão de dois responsáveis da CML pela gestão das cantinas dos trabalhadores municipais. Foi este fartar vilanagem que durante trinta "gloriosos anos" conduziu o país democrático onde ele está.

domingo, outubro 14, 2007

Novidade no PPD: Populismo científico

O novel líder do PPD, inaugurou uma corrente do populismo político. Trata-se do populismo com cientificidade. Prometeu muitas medidas e o contrário delas, mas houve uma palavra nova, recorrentemente repetida, quiça apreendida recentemente com algum colega sociólogo lá da Câmara de Vila Nova de Gaia, a palavra 'conceptualizar'. Convenhamos, um populismo conceptualizado, é um populismo diferente. É um populismo com cientificidade.

Momentos em tempo real

Hoje, um pouco por todo o lado. Usando o Fórum como janela.










Hoje de manhã. Passagem do tempo por um congresso em Torres Vedras.












Hoje à tarde. Passagem do tempo por um congresso em Torres Vedras.












Hoje à noite. Passagem do tempo por um congresso em Torres Vedras.

Um partido de reformados e desempregados

Ângelo Correia, o novel presidente do congresso laranja, disse aos jornalistas que os nomes da novel comissão directiva do seu renovado PSD "são o que foi possível arranjar, pois quem é que pode ser político nos tempos que correm? Ou um reformado, ou alguém que tenha uma profissão que não lhe ocupe muito tempo". Talvez um desempregado, não sr. Engº?

sábado, outubro 13, 2007

Angola tem uma taxa de crescimento do PIB de 14%.

Tem 70% da população a viver abaixo do limiar de pobreza.

Tem 8 médicos por cada 100 mil habitantes.

Tem uma taxa de mortalidade infantil de 185 por mil.

A esperança média de vida à nascença é de 38,6 anos

Bases

Percebe-se que o novo líder laranja dê tanta importância às bases. Para quem quer ser primeiro-ministro, está bem necessitado de bases:

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, diz que o Governo português está no «mau caminho» ao anunciar que o défice deste ano será de três por cento, quando as projecções do Fundo Monetário Internacional indicam uma descida do crescimento económico português.


Via Palavra Aberta

O que está a dar é ser dono de um banco (2)

... ou então, ser filho do dono de um banco. Segundo o Expresso, o filho de Jardim Gonçalves levou cinco empresas suas à falência e deixou de pagar, por insolvência, uma dívida de 12 milhões de euros que havia contraído no BCP, o banco do pai.

Ainda hás-de mudar de ideias...

A igreja portuguesa está desgostosa pela ausência do Papa Bento XVI na inauguração da nova igreja de Fátima. Mas não havia necessidade de desejar mal ao senhor, por isso. Ouvi hoje na SIC-N, um responsável da Igreja dizer que "este Papa ainda não é tão Mariano como o era João Paulo II, porque, ao contrário de João Paulo II, ainda não sofreu nenhum atentado" (sic)

Luís Filipe

No meu clube, nos últimos anos, Luís Filipe Vieria anuncia sempre antes do campeonato que está na corrida para ganhar tudo: campeonato, taça nacional, liga dos campeões e por aí fora. Tudo. Infelizmente para os seus adeptos o que tem acontecido é que não ganha nada. Ora, Luís Filipe Menezes, antes de começar o campeonato, propõe-se nada mais nada menos do que ganhar tudo: regionais, europeias, autárquicas e legislativas. Será este ímpeto ganhador um estigma onomástico?

sexta-feira, outubro 12, 2007

Há coisas fantásticas, não há?

Estou feliz porque antes sabia que não era abrangido pelo subsídio de desemprego, pois a questão do desemprego não se colocava aos funcionários do Estado, enquanto agora já terei subsídio de desemprego, pelo que a questão do desemprego já se pode colocar.

Dia de Fé e Orçamento

A Fé precisou de um orçamento de setenta milhões de euros. O Orçamento precisa de muita Fé, para que venham a ser concretizados o défice de 2.4%, e o crescimento do PIB de 2.2%, em 2008.

terça-feira, outubro 09, 2007

Breve interregno nas obras

Cargos bonitos (1 de muitos)

Bonito, bonito, não é o cargo de presidente de câmara, mas sim o cargo de administrador de um Banco. Pode ser da Caixa Geral de Depósitos. Não me importo.

Dúvidas (1 de muitas)

Um telemóvel da marca Sony Ericsson, uma joint-venture da Sony Corporation, japonesa, e da Telefonaktiebolaget LM Ericsson, sueca, fabricado na China e consumido em Portugal, é um produto da globalização hegemónica ou da contra-globalização?

O que está a dar é ser dono de um Banco !

Fiz um resgate de uma aplicação financeira de uma seguradora no dia três. O valor resgatado foi imediatamente cobrado pelo banco associado, do mesmo grupo, do qual sou cliente. No entanto, apenas foi creditado na minha conta no dia oito. Cinco dias depois ! Diz-se por aí que estão a aumentar os assaltos aos bancos. Por que será que tenho a sensação que o que está a aumentar são os assaltos dos bancos aos seus clientes?

domingo, setembro 30, 2007

Está na altura de voltar às obras

Pobre país, o nosso ©

Santana Lopes já se disponibilizou para liderar a bancada do PSD. O circo voltou à cidade.

sábado, setembro 29, 2007

Estava perante o abismo e deu um salto em frente

"o PS (...) está mais para o lado do morto". E o PSD? A avaliar pelos resultados desta noite, está mais para o lado do desesperado.


Nota: Acabo de verificar que o Daniel Oliveira publicou um post que começa com uma frase mais ou menos igual ao título deste post. Por acaso depois deste ter sido publicado, mas pouco importa, trata-se, de certeza, de mera coincidência. A frase é sugestiva para o sucedido, e as imagens e as anedotas da língua portuguesa também não são assim tão vastas. Sendo o tema Meneses, convém deixar isso claro, dadas as "autorias" recentes do blogger Meneses em matéria de apropriação de texto alheio. Já agora, e ao contrário deste post, o texto do Arrastão é uma análise do resultado das eleições no PSD que vale a pena ser lida.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Um branco de carapinha não é natural

D. Francisco Chimoio, arcebispo do Maputo, acha que os europeus querem matar os africanos, enviando-lhes preservativos e retrovirais infectados com HIV. O racismo vem de onde menos se espera. De facto, não é só Mugabe. São muitos anos de inculcação ideológica.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Interregno curto nas obras

Mais um milagre de Fátima

Não sei se um padre num hospital pode fazer milagres, mas num estádio de futebol, pelos vistos, pode.

Um preto de cabeleira loira não é natural

Para grande espanto dos ingleses, também há crianças marroquinas loiras. E a blogosfera, pelos vistos, também desfocou, rapidamente, para esse lado, a sua visão de tais contrastes raciais. São muitas décadas de inculcação ideológica.

Lições de quem?

A relação de Santana Lopes com os futebois é igual à de Pacheco Pereira. Diga-se de passagem que ele nunca foi presidente de um clube de futebol e muito menos comentador de vários programas daqueles de amena cavaqueira à volta do tema da bola. Não fosse ele o interrompido e não se passava nada. Mas a blogosfera unânime toma-o já por grande exemplo. A memória é curta. Assim, os santanas safam-se.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Encerrado provisoriamente devido a obras
















Após reunir todos os bichinhos que a foto documenta, o autor deste espaço virtual estará, nos próximos meses, a tentar lidar com os problemas que eles levantam.

sexta-feira, setembro 14, 2007

A velocidade do mundo actual

Desta vez o Vietnam acabou mais depressa.

E se a galera se rebela?

O papel que a China pode vir a desempenhar na geoeconomia mundial é cada vez mais preocupane, dadas as "vantagens comparativas" que detém face aos outros dois vértices do triângulo, os EUA e a UE: direitos políticos e sociais quase nulos. Ao contrário da UE e, até certo ponto dos EUA, a China não tem de lidar com as dificuldades na gestão de um estado de bem-estar, mais ou menos enraizado nas culturas políticas e na história de vida de duas gerações de trabalhadores. O que ninguém ainda colocou como hipótese foi uma crise política no gigante asiático, geradora de instabilidade socioeconómica, motivada pela rebelião da galera que faz navegar a economia chinesa à bolina.

Golpes

Sempre achei o desporto uma área de actividade pouco recomendável para pessoas saudáveis. Veja-se o caso da MacLaren.

terça-feira, setembro 11, 2007

Os incentivos fiscais e o desenvolvimento

Os incentivos fiscais às empresas que se localizem no interior do país constituem uma medida necessária, mas não suficiente, para inverter o subdesenvolvimento daquela faixa do território continental nacional. Para gerar desenvolvimento local daqueles territórios continuará a faltar escala, aglomeração e proximidade. Três requisitos que permanecem essenciais à criação de uma dinâmica socio-económica positiva em qualquer território. Ora, a eventual procura de meia dúzia de empresas atraídas por tais incentivos, revelar-se-á insuficiente para atraír população, ou fixar a que lá existe. Sobretudo população com massa cinzenta e capacidade de consumo, que actualmente é aquela que cria dinamismo às economias e aos territórios.

A crença na humanidade (*)

Não confundamos o Zé Germano com o Género Humano. Por horrendo que seja o Zé Germano ele pertence ao Género Humano. O Género Humano também é composto por Zés Germanos, mas não é composto apenas por Zés Germanos. O facto de existirem Zés Germanos não implica que desacreditemos no Género Humano.

(*) A propósito deste excelente post do Bruno do Avatares.


Nota: Este post não pressupõe qualquer tese sobre acontecimentos que, na sua essência, desconhecemos.

O caso McCann

Cenário 1 (sério). O casal McCann não voltará jamais, em toda a sua vida, a pisar solo português, a avaliar pela sua escolha como conselheiro jurídico inglês.

Cenário 2 (humor). Depois do Prós e Contras desta semana, que provocará um volte-face na tendência lusa de julgamento em praça pública que se vinha registando, e depois do volte-face da media britânica, em sentido contrário; o casal que fugiu à "hostilidade portuguesa", ainda se vai arrepender de ter nascido sob a bandeira de Sua Magestade e pedir asilo humanitário, na aldeia da luz.

Nota: Nenhum destes cenários pressupõe qualquer tese sobre um crime, cujos factos são, na sua essência, desconhecidos de todos nós.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Eles, os pretos da Europa

Dizia um repórter da Sky News que os interrogatórios na PJ demoram muitas horas porque "num país como Portugal as declarações não são gravadas mas sim transcritas a caneta". Isto fez-me lembrar o folheto que certa vez li em inglês num aparthotel no Algarve, propriedade de ingleses, referindo-se à paisagem algarvia: "paisagem típica do norte de África".

quinta-feira, setembro 06, 2007

Sentido de Estado

Tanto Menezes como Mendes falaram hoje de um sentimento de insegurança no país, tentando capitalizar, amplificando, os três assaltos à mão armada que ocorreram nos últimos dias. São estes dois homens que disputam o lugar de candidato a primeiro-ministro em 2009. Pobre oposição, a nossa.

quarta-feira, setembro 05, 2007

A rentrée

Três ministros na AR para darem uma mãozinha para levantar o nosso líder, p.f.

Aos que ainda não perceberam o que mudou

E se o governo não baixar os impostos, nem mesmo em 2009, e ainda assim o partido socialista ganhar as eleições? Qual será a reacção do PSD?

segunda-feira, setembro 03, 2007

sexta-feira, agosto 31, 2007

Princezambiana

Pulhice

Um péssimo exemplo do que é governar, são decisões como a de localizar os radares detectores de excesso de velocidade nos locais onde foram colocados: em túneis ou vias rápidas. Uma pulhice que apenas tem como fito a caça aos dinheiros do cidadão. Quem tomou esta decisão não pretende reduzir o número de mortes por acidente (atropelamento, na maioria dos casos) em Lisboa. Se assim fosse colocava radares onde há circulação de peões. Aí sim, seriam necessários radares. Em túneis onde se circula em segurança a 80 Kms/hora, obrigar a circular a menos de 50 é da mais pura pulhice.

People and Arts

1. Pacheco Pereira diz, com inteira razão, que ele é que sabe muito de política radical. Oh se sabe. Grande escola o PCP (M-L).

2. Zita Seabra diz, com inteira razão, que o PCP lhe roubou a juventude. Na próxima entrevista Zita vai acusar o PCP do seu envelhecimento precoce.

3. E Paulo Portas? Ainda se lembram dele? Ah, então será melhor ficar mais uns anos como tem estado, estranhamente, nos últimos meses, isto é, sem aparecer nos media.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Porto e desporto

As mortes na noite do Porto e as mortes nos estádios de futebol, têm, porventura, um denominador comum: O dinheiro, o muito dinheiro que corre nos negócios da noite e nos negócios do futebol.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Guantanamo na Alemanha?

1. No passado dia 31 de Julho, na Alemanha, as casas e os gabinetes de trabalho de dois sociólogos especializados em questões de renovação urbana, foram alvo de busca policial, sendo um deles imediatamente transportado de helicóptero para o tribunal, e depois detido numa prisão de Berlim, sob fortes medidas de segurança. Sobre aquele sociólogo recaem, alegadamente, suspeitas de pertença a um 'grupo terrorista', responsável por alguns atentados, recentemente perpetrados em território alemão.

2. O curioso desta 'história' são os argumentos da justiça alemã para a suspeita e detenção em causa, que conduziram a um movimento de solidariedade e protesto, por parte de um enorme grupo de colegas, entre os quais se contam alguns nomes maiores da sociologia urbana mundial, além de organizações como a Associação Americana de Sociologia e o Comité de Pesquisa 21 (Desenvolvimento Regional e Urbano) da Associação Internacional de Sociologia.

3. Graças a uma enorme pressão internacional, no dia 24 de Agosto o sociólogo foi libertado, mas sobre ele continuam a recair, alegadamente, suspeitas de ligações ao suposto 'grupo terrorista'. Referem as autoridades alemãs que, "até ao momento, apenas não foi possível encontrar provas da sua efectiva participação nas actividades terroristas". Entretanto, aquele cidadão, professor e investigador universitário, sabe hoje que a sua vida quotidiana, privada e profissional, foi vasculhada e vigiada, experimentou quase um mês de prisão em isolamento vinte e três horas por dia, estando a aguardar sob fortes medidas de segurança um desfecho do caso.

4. A avaliar pelos dados divulgados sobre este caso, não admiraria que estivéssemos perante uma transposição para o território alemão dos já tristemente célebres casos de Guantanamo. Culpados até prova em contrário. Ou seja, até à conclusão da sua inocência, alguns cidadãos viram os seus direitos de cidadãos, de um estado de direito, serem provisoriamente interrompidos. A ser esse o caso, e atendendo a que os factos ocorrem em território da UE, e envolvem os direitos, liberdades e garantias de cidadãos da União, não será de esperar que os competentes organismos políticos e judiciais da União retirem daqui as devidas consequências face às autoridades alemãs?

5. Esperemos não estar a entrar, também na Europa comunitária, na paranóia securitária e na psicose do medo face ao terrorismo. O prejuízo que daí poderia advir, para as conquistas civilizacionais do mundo ocidental, seria a maior vitória da estratégia do terrorismo.

Adenda: Tomei conhecimento deste caso por via de uma mailing list da qual faço parte há mais de dez anos, e onde se incluem, também, alguns dos subscritores do protesto on-line. Reparei agora que o Bruno já havia chamado a atenção para o caso.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Post transgénico

O primeiro milho é para os pardais.

domingo, agosto 19, 2007

Nós por cá nem por isso. Talvez seja por isso que

"Me ha costado muchísimo trabajo reentrenar mi cabeza. Durante décadas, mi cabeza ha estado entrenada, por obligación, para recibir información y, al tiempo que la recibía, la reciclaba en forma de respuesta. Esto fue así en todos los ámbitos de mis responsabilidades políticas. En la última, como presidente del Gobierno durante casi catorce años, se convirtió en un hábito. Uno tiene que comprender que cuando ya no es el responsable de dar las respuestas, le toca callarse. Y ese cambio radical es lo más difícil de hacer en la vida, lo más difícil, ¡se lo aseguro!, el ejercicio más difícil de la vida, y algunos lo resuelven volviendo al ruedo."

Felipe González, El País, 04.08.07 (via Still Kissin')

Nada é por acaso

Não será, certamente, por acaso que os ingleses, ou os americanos, escrevem estado com minúscula, enquanto os portugueses, por exemplo, tal como os franceses, escrevem Estado com maiúscula.

sábado, agosto 18, 2007

A globalização está a passar por aqui

Neste exacto momento, uma nova nação está a passar à minha porta. O destino é o templo da sua identidade cultural de origem. Os trajes femininos também permanecem nesse território identitário. Mas os trajes dos homens e os carros que eles ruidosamente ostentam, já são de outras nações. Inglaterra, França, Alemanha. É a globalização a passar por aqui, à minha porta.

Coisas que melhoram algumas vidas ©

O programa sobre Agustina, feito em 2005 e que ontem a Dois transmitiu.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Que desgraça de verão

Nem um incendiozinho digno desse nome. Resta às televisões dar tempo de antena a um frequentador de bares de putas.

Estrábicos

A razão dos fracassos da nossa direita é clara como a água. Perante a sua incompetência para combater a esquerda actual, dedica-se a malhar na esquerda dos tempos do prec. Chama-se a isto, bater em mortos, cobardia, ou preocupante desfasamento histórico da realidade?

Azar de asae

Até parece que uma responsável da asae leu o post em baixo e vai daí multou uma cadeia de hipermercados. Só é pena que tenha agido por más razões. O motivo da multa foi o incumprimento do horário. Ora, sucede que o incumprimento dos horários de um hipermercado não só não atenta contra os direitos dos consumidores, como os beneficia. Ainda não foi desta. Asae.

sexta-feira, agosto 03, 2007

Autoridades fortes para com os fracos

Restaurantes chineses, feirantes do dvd pirata e vendedores de bolas de berlim. E que tal o mesmo heroísmo a inspeccionar hipermercados de grandes grupos económicos, de onde saem pela calada da noite ratazanas do tamanho de coelhos?

Em câmara ardente

A competência política de Sá Fernandes, ao negociar condições justas e muito razoáveis para integrar o executivo camarário, surpreende-me, na medida em que sempre achei o seu discurso politicamente paupérrimo e vazio de estratégia. Já a "cidadania" umbilical de Roseta não me surpreende. É todo um trilho coerente.

quarta-feira, agosto 01, 2007

quinta-feira, julho 19, 2007

quarta-feira, julho 18, 2007

Aeroportos dentro das cidades (2)

Quando os aeroportos se localizam dentro das cidades e um avião falha uma aterragem pode atravessar avenidas e entrar nos edifícios...

Basta de abstencionismo e crise do regime

A verdade é que a carne é fraca e um homem não é de ferro. Até tenho arrepios e suores frios só de imaginar a mui estimável Bomba a acordar assim.

terça-feira, julho 17, 2007

O que, de facto, se passou

Está aqui. Ponto final parágrafo. António Costa deveria ler este texto.

Sugestão

Estão a ver o fenómeno Carmona? Lembram-se do fenómeno PRD? É isso.

Autofagia

"A autofagia pode ser estimulada em determinadas situações, como, por exemplo, durante o jejum prolongado, aparecendo numerosos autofagossomos nos hepatócitos com o objetivo de converter os componentes da célula em alimento para prolongar a sobrevivência do organismo."

in: Wikipedia

Sublinhados nossos.

A notícia exagerada da morte do regime

Creio que a notícia da morte do regime em que alguns democratas estão a embarcar, indo ao engodo dos anti-regime que proliferam na blogos, talvez seja largamente exagerada. Porque:

1. Estas eleições são autárquicas.

2. São intercalares.

3. Referem-se aos eleitores da principal cidade, é certo, mas não do país.

4. Resultam de um quadro de trapalhadas de uma só força política.

5. Ocorrem no meio do verão.

6. A campanha teve 12 candidatos, entre os quais alguns folclóricos que apenas contribuíram, resta saber se não intencionalmente, para o descrédito do regime.

7. A campanha não foi mobilizadora para a mudança de registo que se impunha.


Em 2009 veremos se, de facto, a notícia da morte do regime era ou não exagerada.

Wishful thinking (2)

Pode até ter havido "voto de protesto contra o governo". Estranho seria se não houvesse também voto de protesto contra o governo. Mas...

1. Quem sai mais prejudicado com a abstenção? Em termos percentuais, comparando 2005 e 2007, O PS sobe de 26.56% para 29.54%. O PCP desce de 11.42% para 9.53%. O BE desce de 7.91% para 6.81%. O CDS desce de 5.92% para 3.70%. O PSD dá um trambolhão de 42.43% para 15.74% !

2. Sendo sem dúvida votos de protesto, os brancos e nulos também diminuíram em termos relativos de 2005 para 2007.

O comparativo está aqui. Via Tugir.

segunda-feira, julho 16, 2007

Lendo os outros

O post d'ouro do mês.

Cenografias da participação

O que aqui escrevi sobre participação tem a ver com isto e só com isto. Hoje as pessoas já não se mobilizam para o comício ou o festejo eleitoral. Cada vez menos. O mundo mudou. Antes também se utilizavam técnicas para simular a participação. Hoje torna-se desnecessário, porque ninguém vai atrás de movimentações populares. Mas a encenação é, sobretudo, para os media. É a cenografia da participação. Já foi com os jovens, mas esses agora têm outras formas de participação e entretenimento.

Quem é que não passou na rua por uma caravana no momento em que o candidato fala para a câmara da TV e não viu dez pessoas à volta do candidato para parecerem uma multidão e à volta delas apenas transeuntes "ginjando-se" para o que ali se encena?

Há que reinventar outras formas de ligar a política à vida.

Juntas médicas

Afinal os casos de recusa de baixa médica ou aposentação por invalidez, no caso de pessoas com doenças graves, são muito mais do que uma excepção. Uma vergonha a que o governo tem de pôr cobro imediatamente apurando responsabilidades.

Provérbios

Quem não sabe dançar diz que o problema é da sala que é torta.

Cartão vermelho do eleitorado

levaram os que disseram que estas eleições seriam um cartão vermelho ao governo: PSD, CDS e PCP.

Não sou eu, o país é que está errado...

Após a clamorosa derrota destas eleições, Paulo Portas vai reflectir sobre as condições para fazer política neste país.

Wishful thinking

"O GOVERNO NÃO PODE ESTAR MUITO CONTENTE

porque os resultados são frouxos. Se o PSD teve péssimos resultados, o que é indesmentível, a esquerda do PS, Roseta, o PCP e o BE tem bons resultados."



O que dizem os factos: Comparando 2007 com 2005, Roseta de fora, o PS perde votos mas ganha um vereador. O PCP e o BE mantêm os mesmos vereadores e perdem quase metade dos votos cada um.

PSD: um beco sem saída?

"Os líderes que o PSD precisa não estão disponíveis e os que estão disponíveis são os que o PSD não precisa".

Nuno Rogeiro, na SIC-N.

Lendo, ouvindo e vendo baites e bitaites

1. O que é mais grave, a interrupção do discurso de Roseta por Costa ou a interrupção do discurso de Costa - vencedor das eleições - por Carmona?

2. Carmona interrompe o discurso do vencedor das eleições para fazer um discurso triunfante, com uma expressão alegremente irresponsável como se nada tivesse a ver com a gravidade dos problemas que conduziram a estas eleições intercalares e repete a sua tese de que estas eleições eram desnecessárias. Eu interrogo-me: este homem é completamente irresponsável, ou é um grande actor?

3. Quando Carmona interrompe o discurso de Costa e as televisões vão todas atrás na interrupção, passando a emissão para o discurso de Carmona, temos a prova como o governo controla a comunicação social?

4. Devemos ouvir o costumeiro discurso de vitória do PCP, atender à realidade dos factos (o PCP perdeu votos e não conseguiu a penalização do governo), ou apenas atentar na expressão facial da derrota estampada no rosto dos seus candidatos e dirigentes no momento do discurso vitorioso?

5. O que é relevante e importa destacar é que Costa teve menos votos do que Carrilho ou que Costa ganhou a Câmara e Carrilho não?

sábado, julho 14, 2007

quinta-feira, julho 12, 2007

O debate que interessa e ninguém terá ouvido

Há pessoas que sabem pensar e quando falam deveríamos estar de lápis e papel na mão. Entre nós uma dessas pessoas é Augusto Mateus, que conheço há mais de quinze anos, e que sempre que posso oiço, ou leio, com ávida curiosidade. Ontem, no programa da Dois, Clube de Imprensa, deu mais uma prova que o próximo executivo de Lisboa deveria ouvi-lo assiduamente. Os outros participantes do programa eram o realizador do filme "Lisboetas", Sérgio Tréffaut, António Mega Ferreira e o arquitecto Manuel Graça Dias. Tratou-se de um debate onde se disse o que realmente é importante sobre Lisboa no contexto actual.

Infelizmente não assisti aos primeiros vinte minutos do debate por ter estado a perder tempo a ouvir a 'quadratura do círculo' que se ocupou quase exclusivamente da 'dor de corno'...

Sobre a desertificação de Lisboa

Continua a carpir-se a desertificação da cidade de Lisboa apontando o olhar apenas para Lisboa-cidade. O erro está nessa visão "lisboacêntrica". Enquanto não se começar a pensar Lisboa como uma região bem mais vasta que a sua cidade mais central não chegamos a lado nenhum. Já se pensou olhar para a oferta de emprego existente à volta de Lisboa, e mais além, numa segunda e até terceira orla da região-metrópole? Muito pouco emprego, face ao que seria desejável, porque esse continua muito concentrado na cidade-centro. O mesmo sucede com uma série de serviços, equipamentos de consumo, lazer, etc. Ora, é isso que faz com que os preços da habitação sejam mais razoáveis fora de Lisboa do que o são na cidade central, e é em consequência disso que as pessoas optam por ir viver no que se tem chamado "periferia". Seria preciso criar muito, mas mesmo muito emprego, e também serviços e equipamentos de qualidade nas aglomerações "periféricas", para fazer descer alguma coisa os preços médios da habitação em Lisboa, e em consequência aumentar a sua população residente. Com casas a preços mais acessíveis em Lisboa, muitas pessoas, que actualmente habitam nas aglomerações "periféricas", habitariam na cidade-centro e trabalhariam em outros centros nas chamadas periferias, as quais deixavam, assim, de ser "periféricas". O problema é, essencialmente, de escalas de governança e só será ultrapassado quando for possível as regiões urbanas, como Lisboa, serem governadas como sistemas regionais e não como aglomerações espartilhadas, como tem sucedido.

Atirar lama para a ventoinha

Fase em que entrámos na campanha eleitoral de Lisboa.

Aos defensores da Portela mais quantos

As pessoas que defendem a continuidade do aeroporto da Portela deveriam ser obrigadas a viver ou trabalhar na zona do Campo Grande em Lisboa, exactamente debaixo da principal rota de aterragem dos aviões. Sim, onde além do ruído que obriga ao silêncio de qualquer conversa, ou à interrupção de uma aula de dois em dois minutos, em "hora de ponta aérea", quase tocamos os bichos com a ponta dos dedos e até os edifícios tremem. Muito agradável, acreditem...

Coisas realmente complicadas...

O que me preocupa cada vez mais na vida política portuguesa é o baixo nível em que o PSD se encontra. Como principal partido da oposição, e como a alternativa histórica ao PS, é muito preocupante a mediocridade em que se encontra há demasiado tempo.

quarta-feira, julho 11, 2007

O que preocupa os bispos

1. Segundo um porta-voz dos bispos "o governo pensa, após os resultados do último referendo, que a Igreja já não tem capacidade de influência e por isso está a agir em conformidade".

2. O que o senhor bispo nos quer dizer é que a Igreja ainda tem muita capacidade de influência na sociedade.

3. Pois. Aí é que está o problema.

4. A preocupação da Igreja é a hipótese de perder parte do seu actual espaço de influência por excelência: as IPSS's.

5. A Igreja está preocupada com a manutenção do seu 'nicho de mercado' mais rentável: a solidariedade, ou melhor, os subsídios estatais à solidariedade.

terça-feira, julho 10, 2007

Complexos de superioridade moral (corrigido)

1. O governo convidou, há quatro meses, José Miguel Júdice (JMJ), da área partidária do PSD, para um cargo público. JMJ disse que desempenhará o cargo gratuitamente. Não disse se vai dedicar-se a tempo inteiro a esse cargo, nem julgo que seja obrigado a fazê-lo, muito menos quando o exerce sem qualquer remuneração.

2. Daniel Oliveira escreve este e este textos.

3. Eu pergunto: Quando José Sá Fernandes disse que dedicou ao cargo de vereador da CML dez a doze horas por dia (mais do que tempo inteiro), sem qualquer remuneração, é igualmente legítimo colocar as questões que o Daniel Oliveira coloca?

4. Acha o Daniel Oliveira que, como eleitores, devemos questionar-nos do que viveu, durante o tempo do seu mandato, o vereador do BE?

5. Se Júdice não é propriamente um benemérito, como insinua Daniel Oliveira, considera o Daniel Oliveira que Sá Fernandes é um benemérito?

Para desanuviar da densidade intelectual do debate

Como eu vejo o que mais ninguém vê: visões MPT

Como se vê claramente neste gráfico, ao contrário do que toda a gente diz o aeroporto da Portela não está esgotado.

Reis, fados, cavalos e guitarradas

Nada precisa de mudar em Lisboa. Lisboa está muito bem assim como está.

Resumindo: um regabofe

Os problemas de Lisboa, segundo um dos candidatos: Despesas com imigrantes, festas de homossexuais e iniciativas culturais marxistas.

Falências

Há quem garanta que a CML está falida. Financeiramente não sei, mas pelo menos em matéria de qualidade geral das candidaturas se não está falida está pelo menos num nível confrangedor de pobreza.

sábado, julho 07, 2007

Glolioso

Hoje somos muitos (seis milhões), amanhã seremos biliões.

Malthusianos

Iremos para Marte sim, aqueles que entretanto não cozeram em lume brando...

Quase morto no deserto e África aqui tão perto

Está mais perto o deserto que este vento, cada vez mais forte no verão, trás do norte de África.

sexta-feira, julho 06, 2007

It's the world, Jim, but not as we know it

Numa época em que a informação é altamente mediatizada, de modo instantâneo e em multi-meios, e em que as escolhas eleitorais se fazem com o recurso a essa mediatização, qual o papel dos presentes/participantes num comício político, além da necessária dimensão cenográfica? As formas de participação cívica e política e os objectos da intervenção dos cidadãos já mudaram radicalmente em função, também, da diversificação dos acessos à informação ou da multiplicação dos objectos de interesse dos indivíduos. Uma boa parte da retórica política ainda não parece ter-se apercebido dessa mudança radical.

quinta-feira, julho 05, 2007

Participação

O conceito de participação tem muito que se lhe diga. Porque achará o caro LNT que participe seria mais ajustado do que esteja presente, no caso de um cartaz de apelo para um comício? Bem sei que o participe é o mais usual neste caso, mas sempre gostaria de saber o que significa a ideia de participar num comício que exceda o estar presente. Participar significa, no caso de um comício, bater palmas? gritar palavras de ordem? assobiar os adversários? erguer mais alto a bandeira? Em que consistirá exactamente o conceito de participação no caso de um comício?

Postal para um irmão brasileiro

Lula é um camarada simpático e um irmão brasileiro, mas esse truque de colocar tudo em números absolutos quando se está a falar num país "piquinino" como Portugal só impressiona o padeiro português, camarada Lula. Esses milhões de hectares, de pessoas, de fios de electricidade, ou as centenas de milhar de jovens pobres que foram para a universidade, para o Brasil podem ser gotas pequenas num oceano largo como aquele que nos separa. Já agora camarada, gostaria de lhe lembrar que a Noruega, a Finlândia, a Dinamarca, a Suécia, são países bem mais pequenos do que o Brasil, sabia disso?

Revista Vida Soviética

É o que me ocorre cada vez que vejo o filme promocional de Almada nos espaços publicitários da televisão: Do lado certo...

quarta-feira, julho 04, 2007

À atenção do governo

Não sei se estarei em sede própria mas ainda assim quero dizer que se este governo continuar com estes ímpetos de ridículas e ilegítimas acções de redução da liberdade de expressão, arrisca-se a desmerecer o capital de esperança que uma maioria de portugueses nele investiu. Em democracia não há poderes absolutos, nem fazem falta nenhuma a uma governação competente. Só os governos fracos em competência e capacidade governativa precisam de recorrer a tais mesquinhas iniciativas. O governo deve preocupar-se em governar bem, como aliás tem feito em muitas áreas, e não em reprimir o que se escreve em blogues, o que se diz no café, nas salas de trabalho dos funcionários públicos, ou nos panfletos que se afixam num qualquer centro de saúde. Um governo que perde tempo a arrancar folhetos das paredes das instalações de um centro de saúde não merece credibilidade nem a confiança dos eleitores. Ainda é tempo de o governo reverter este caminho e concentrar-se naquilo que, de facto, importa. Foi para isso que uma maioria de eleitores o elegeu, não foi para demonstrações de arrogância e mesquinhez. A história da democracia portuguesa, apesar de curta, já evidenciou o que acontece quando se confunde maioria absoluta com poder absolutista.

Correcção: Onde se lê "em sede própria" deverá ler-se "nos locais apropriados". Citava de memória.

Mais uma confusão de negrão

O candidato do PSD à autarquia de Lisboa, ao dizer que "a frota da Carris está muito envelhecida" só pode estar a fazer outra das suas confusões de siglas, mas desta vez também de geografias. Neste caso a confundir a Carris com os TST (Transportes Sul do Tejo) que funcionam na margem sul, incluindo Setúbal (que esperemos o deputado conheça melhor do que Lisboa...). De facto, um dos problemas urbanos da margem sul é a baixa qualidade dos transportes públicos rodoviários, sendo o envelhecimento da frota um dos factores da fraca qualidade daquele serviço a sul do Tejo.

Exemplo padrão da frota dos TST














Exemplo da frota da Carris (Nem sequer um dos mais recentes...)

sexta-feira, junho 29, 2007

La distinction - what´s up Joe?

O filme que agora está em exibição em terras lusas e que tem como protagonistas Mega Ferreira e um senhor que responde pelo ajustado nome de Joe Berardo, tem um argumento há muitos anos escrito por Pierre Bourdieu. Vão ler que está lá tudo.

quarta-feira, junho 27, 2007

Lá ao fundo do túnel vejo tudo negrão

O IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) que como toda a gente sabe foi criado em 1972 para promover habitação social em Lisboa deve ser extinto.

A EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) é a empresa de abastecimento de água a Lisboa. Essa não pode ser extinta.

E a EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) que, de facto, é a empresa que abastece de água a cidade Lisboa? Deve também ser extinta?

E a propósito, Lisboa, é a capital de que país?

E Portugal, fica exactamente em que continente?

Aeroportos dentro das cidades

São Paulo


















Luanda


















Kinshasa

















Maputo


















Lisboa

segunda-feira, junho 25, 2007

Um Portugal Pequenino

É certo que a vida é, por vezes, madrasta. Mas quem assim destila tanto ódio nas coisas que por vezes se lêem em alguns blogues não é apenas (a)filhado, só pode ser mesmo filho de uma vida desgraçada.

Oficial e árbitro

Estava a ir muito bem no discurso até ao momento em que resolveu dizer que não tem uma explicação para o motivo porque ama a sua esposa. Estragou tudo.

sexta-feira, junho 22, 2007

A lógica da estupidez

1. A luta dos pequenos comerciantes urbanos contra a abertura das grandes superfícies comerciais aos domingos apenas é contrária aos interesses dos consumidores e da criação de riqueza no país. Os próprios nada ganham com tal ideia. Aliás, quando questionados sobre a hipótese de abrirem as suas lojas ao domingo, se as grandes superfícies encerrassem, respondem invariavelmente que não. Então, para que serve esta luta se eles próprios não estão dispostos a usufruir dos seus resultados? Este é um daqueles exemplos da lógica da estupidez como diria Cipolla, frequentemente citado no blogue Canhoto. Com tal ideia todos perdem, ninguém ganha.

2. O desafio do pequeno comércio é a aposta na diferenciação, na qualidade, na inovação e nos nichos de mercado. Jamais o pequeno comércio pode pretender concorrer com a grande superfície na lógica das economias de escala e da competitividade baseada na vantagem custo, como é evidente. Não é preciso ser-se um grande empresário para perceber isso. Mesmo as pequenas mercearias de bairro que o perceberam não só não se queixam como são pequenos negócios de elevada rentabilidade.

Aeroportos europeus

Madrid












Barcelona












Amsterdam












Frankfurt












Paris












Lisboa

quarta-feira, junho 20, 2007

Ainda as bicicletas

Uma das conquistas da modernidade é o banho pela manhã e antes de um dia de trabalho e sociabilidade. Quem defende a bicicleta como meio de deslocação para o trabalho deveria ser proibido do contacto social após tal viagem. É uma questão de higiene pública!

Uma ideia para Lisboa? O que é isso?

Quando Ana Lourenço, no final do debate na SIC-N sobre as eleições para a CML, pede a Fernando Negrão uma ideia para Lisboa, o candidato primeiro espanta-se, depois hesita e finalmente lá lhe saiu qualquer coisa mais ou menos atabalhoada. Mas que raio de ideia esta de se pedir uma ideia para Lisboa a quem se candidata a Presidente da Câmara!

Bicicletas

1- Helena Roseta quer bicicletas a circular em Lisboa porque em Paris andava de bicicleta pela cidade. Há quanto tempo arqª.? Pois, só se esqueceu de dizer que isso foi há cerca de quarenta anos...

2- Sá Fernandes ontem foi de bicicleta do Campo Grande até à Av. da República e pelo que deu a entender teve enormes dificuldades para enfrentar o trânsito de automóveis. Ficamos a aguardar que após as eleições o agora candidato vá diariamente para a Câmara de bicicleta, se entretanto não for atropelado caso insista em andar de bicicleta pela Av. da República.

Afinal, qual o papel de Helena Roseta?

Quando Helena Roseta diz que Lisboa precisa de estabilidade e que as divergências entre o PS e o PSD demonstradas num debate esta noite na SIC-N foram uma amostra da instabilidade que seria uma Câmara PS com uma Assembleia Municipal PSD, o que está a sugerir aos eleitores como solução de voto? Uma solução de "estabilidade", isto é, uma Câmara do mesmo partido da Assembleia Municipal?

terça-feira, junho 19, 2007

Filosofia da não-inscrição

Será deformação profissional mas custa-me imenso tomar como bom um discurso generalista sobre os portugueses. Não acho que exista qualquer identidade nacional, no sentido da "identidade dos portugueses". Ou melhor, os seus atributos contar-se-iam pelos dedos de uma mão, o que é manifestamente pouco para constituir uma identidade. A alma portuguesa, a cultura nacional, um espírito nacional, tudo isso me parece bom para a mesa do café e nada mais. Não acho nada que Jorge Sampaio reflicta qualquer "não-inscrição" nacional. Jorge Sampaio é o que é, e foi o PR que foi, porque ele próprio é assim. A sua identidade pessoal e a sua personalidade não são extensíveis à generalidade de um cidadão nacional ou uma cultura nacional. O mesmo no que se refere à relação com a morte. Haverá modos distintos de relação com a morte, resultantes até de ambientes culturais regionais, ou mesmo identidades regionais, ainda que matizadas pelas diferenças identitárias intra-regionais de outras naturezas. Agora que haja um modo nacional de nos relacionarmos com a morte por "não-inscrição", não me parece. É certo que historicamente há razões que condicionam uma parte dos portugueses a uma determinada relação particular com a morte. Dou isso de barato. Se uma tal leitura poderá possuir uma réstia de correspondência empírica com a realidade do país fechado ao mundo de outrora, os últimos trinta anos introduziram uma razoável diversidade na sociedade portuguesa e a abertura ao mundo por via da circulação das pessoas e da informação, reduz ao mínimo, ou melhor, impossibilita um tal "uniformismo" cultural.

Ainda a Portela + 1

Os defensores da solução Portela + 1 ao invés da construção de um novo aeroporto fora da cidade de Lisboa, das duas uma. Ou não conhecem a zona norte da cidade e as zonas contíguas na mesma direcção, ou acham bem que um aeroporto se localize praticamente no centro de uma cidade, como sucederia dentro de alguns anos, caso o actual aeroporto ali permanecesse.

segunda-feira, junho 18, 2007

Lisboa como distrito urbano de uma região

A ideia de criar distritos urbanos dentro da cidade de Lisboa, para a sua governação, é uma ideia antiga e que contribui para resolver parte dos problemas que uma ancilosada delimitação administrativa das freguesias impede de resolver. Mas o grande desafio hoje é estabelecer um sistema de governação que permita gerir a cidade, ela própria, como um distrito urbano de uma região muito mais vasta. É por aí que os problemas de governação de Lisboa se devem colocar, bem assim como os problemas da sua competitividade territorial no contexto ibérico, europeu e mundial.

Política de alcova?

Meter a política no meio dos lençóis nunca deu bons resultados. Mas meter os antigos lençóis no meio da disputa de poder dentro do mesmo partido ainda me parece pior.

Da série "Morde aqui a ver se eu deixo"

A defesa da solução "Portela mais um" por parte da Associação Comercial do Porto é muito engraçada. Sobretudo, porque aquela solução implica a não edificação de uma cidade aeroportuária na região de Lisboa que contribui decisivamente para a criação de condições de competitividade territorial dessa região.

sábado, junho 16, 2007

Reality and its discontents

Já que há quem combata a modernidade capitalista e a globalização, eu vou combater o renascimento e a revolução francesa. Com um pouco de sorte ainda acabo a bater com um pau numa pedra e a descobrir o fogo.

terça-feira, junho 12, 2007

Os cidadãos, as bicicletas e o poder

1. António Costa terá descido de bicicleta do Príncipe Real até ao Cais do Sodré. Marcelo Rebelo de Sousa comentou, com razão: "isso também eu. Agora, eu queria era vê-lo subir de bicicleta do Cais do Sodré até ao Princípe Real."

2. MRS tem razão. Querer fazer de Lisboa uma cidade "ciclável" é um disparate de meia dúzia de artistas que se têm mobilizado para esse efeito porque vêem isso noutras cidades inteiramente planas. Nessas cidades funciona. Importar a ideia para Lisboa é um disparate. São disparates destes que têm consequências no modo como tem sido gerido o orçamento camarário.

3. Exemplo: Há uma via para bicicletas que vai sensivelmente do meu local de residência para o meu local de trabalho. Faço paralelamente todos os dias esse percurso de carro. Nunca vi um único ciclista utilizá-la. Ou melhor, por uma vez vi um. Era o meu colega que também é meu vizinho e que, por sinal, liderou o "movimento de cidadãos" para a construção dessa ciclovia.

4. Não gostaria de ver António Costa ceder a estes "movimentos de cidadãos".

Lendo os outros

Não quero uma Lisboa cheia de boas intenções, utópica, politicamente correcta, feita de um patusco conservadorismo esquerdista que impõe «mercearias» e «hortas» aos cidadãos.

Verdades Absolutas

Uma é que essa ideia de que o Leão é o Rei da Selva é um mito. Não há reinados absolutos. Outra é que o vodka é uma bebida para coronéis, não é, em absoluto, uma bebida para meninos.



(Via Arrastão)

terça-feira, junho 05, 2007

Eu hoje acordei assim... ©
















E assim ficarei nos próximos tempos. Boa praia !

quinta-feira, maio 31, 2007

Preocupante

Uma greve que apesar de reflectir uma aliança, discursiva e prática, entre o PSD, o PCP e o BE, foi o fracasso que foi, é deveras preocupante. Das duas uma. Ou bem que estamos a viver debaixo de um clima de terror anti-democrático e autoritário, sem liberdade de expressão e de manifestação. Ou, então, o governo está mesmo a trabalhar no rumo certo e isso está a reflectir-se num esvaziamento das oposições, o que também não é necessariamente positivo, em absoluto, porque uma maioria absoluta de consenso generalizado pode resvalar para uma maioria "absolutista".

Não se percebe

Confesso que não consigo perceber o porquê da oposição cerrada e cega da CGTP à chamada "flexi(se)gurança". Será que não querem garantir alguma segurança numa fase de profunda reestruturação que as economias mundiais estão a atravessar? É que a flexibilidade, essa, está garantida, porque irreversível. Ou ainda não se terão apercebido disso lá pelas bandas da CGTP?

quarta-feira, maio 30, 2007

Fora do tempo

Esta coisa dos blogues é tremendamente exigente de tempo, recurso nesta fase mais do que escasso. Não admira que só hoje, num interregno mais disponível, me tenha dado conta de um conjunto de aniversários de blogues que habitualmente lia mais demoradamente. Bem como do nascimento de um outro que vem substituir, se bem percebo, a Praia de outros tempos. Felicito, pois, os aniversariantes e o neo-Ivan.

A Origem das Espécies
Almocreve das Petas
Bomba Inteligente
Arrastão
Bichos carpinteiros
Ex-Ivan Nunes

E para pouco mais serviu

"É evidente que a greve transtornou a vida das pessoas"

dito pela sindicalista Maria do Carmo Tavares na SIC-N

Rigor milimétrico (actualizado)

O governo garante que a adesão à greve na administração pública foi de 12,8%.

O governo terá actualizado o rigor para 13,77%...

A guerra dos números

Os sindicatos vangloriam-se de ter encerrado hoje, dia de "greve geral", mais de 800 escolas, num universo de mais de 10 mil escolas. O governo responde que esse número é irrelevante, pois, ele próprio, está a pensar encerrar, definitivamente, 900 escolas para o próximo ano lectivo.

sexta-feira, maio 25, 2007

A cidade inexistente

Sei que ninguém vai ligar a isto, mas ainda assim quero deixar aqui a notícia, aos que ainda não perceberam, que a cidade de Lisboa à qual agora concorrem vários candidatos, já não existe. A cidade de que aqueles candidatos falam é uma mera divisão administrativa, aliás, ela própria, mais que caduca. É dessa pequena instância administrativa que se fala quando se fala de uma "cidade" que não tarda a ter pouco mais do que quatrocentos mil habitantes. Uma cidade hoje não é apenas os seus habitantes, mas também todos os que nela trabalham, estudam, consomem, desenvolvem actividades de lazer, de turismo, etc. Uma área central de uma cidade, hoje é cada vez menos uma zona de habitação, em exclusivo, e cada vez mais uma zona com um conjunto múltiplo de funções, das quais as actividades produtivas, de serviços diversos, constituem a grande fatia. Uma cidade, como a cidade de Lisboa, hoje não se limita aos actuais limites administrativos mas estende-se a todas as aglomerações, contíguas ou não, com as quais detém interacções funcionais, através de vários eixos de comunicação e circulação de pessoas, mercadorias, produtos, informação. Claro que isto exigiria uma profunda reformulação nas instituições, no aparelho legal e no modelo da sua governação. Quanto mais não fosse porque, com este modelo, quem escrutina, em eleições, o governo da cidade é apenas uma parcela minoritária daqueles que efectivamente a utilizam e dela usufruem diariamente. Mas isso agora não interessa nada, pois não?

The silly season is upon us once again

segunda-feira, maio 21, 2007

Ordenador de ornamentação

Penso no papel, escrevo na cabeça. Depois o computador apenas serve para ornamentar o texto.

Primeiro jurado

Acordo a meio da noite, levanto-me para tomar nota antes que aquele pedaço de texto se perca no interstício do sono. O cão, primeira vítima, é submetido a tortura, abre os olhos, a boca, levanta-se, senta-se e fita-me com olhar interrogativo e simultaneamente reprovador. Começou o meu julgamento.

Estado incivilizado

João era casado com Maria segundo contrato assinado em conservatória. Uma noite João e Maria discutiram. No dia seguinte João foi à conservatória pela manhã. À noite chegou a casa e disse a Maria: Informo-te que te divorciaste. Amanhã podes ir ao arquivo de identificação e mudar o estado civil do teu bilhete de identidade.

sexta-feira, maio 18, 2007

Movimento de cidadãos














Eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, 15 de Julho 2007. Há "movimentos de cidadãos" que aplaudem.

Cidadania fiscal

O dever do cidadão para com o estado:

CÁLCULO PROVISÓRIO DO IMPOSTO A PAGAR. (Ponto)

O dever do estado para com o cidadão:

CÁLCULO PROVISÓRIO DO REEMBOLSO (??) (À falta de um, dois pontos de interrogação).

Eis como o Estado, num país que o escreve com maiúscula, trata o cidadão contribuinte, num país que o escreve com minúscula. Num país assim, a cidadania vale o que vale...

terça-feira, maio 15, 2007

Complexidade e estupidez

O mundo está complexo, mas isso não quer dizer que seja preciso complicar o seu entendimento. Pelo contrário.

Uma escolha acertada

A escolha de António Costa para candidato ao governo de Lisboa revela bem que se percebeu, finalmente, o quão a cidade é importante para a competitividade da região e do país. Em matéria de estrito combate partidário revela ainda um líder "aprendente". A aposta das últimas autárquicas foi um erro crasso. Esta é uma aposta inteligente. Nota 20.

sábado, maio 12, 2007

Cidadania

A cidadania já teve melhores dias. Agora, de cada vez que um militante do PS não se vê escolhido como candidato do partido, cria um movimento de cidadãos. Desta vez é o movimento da cidadã Helena. Por este andar vamos ter mais movimentos do que cidadãos para os ditos.

Negócios galácticos

Um lunático colega americano (sim, o homem é licenciado em sociologia...) está em Portugal a vender terrenos na Lua. Claro que ouviu falar no peso do sector imobiliário em terras lusas. Claro, também, o homem é sociólogo mas tem um doutoramento em marketing. Óbvio! Nos tempos que correm, caros colegas, ponham os olhos neste lunático. A reconversão profissional pode ser uma janela de oportunidades.

Informação adicional: entre os lunáticos que já adquiriram um lotezinho com vista para a Terra consta George W. Bush.

sexta-feira, maio 11, 2007

Um pouco mais de respeito pela capital s.f.f.

Não há cadáver que não ressuscite para ser candidato à CML.

terça-feira, maio 08, 2007

segunda-feira, maio 07, 2007

Glocalização

Perante o olhar incrédulo e escandalizado dos indianos, o actor Richard Gere, durante uma sessão pública de consciencialização para os riscos da sida, abraçou e beijou no rosto a actriz indiana que recentemente venceu um Big Brother em Inglaterra. As autoridades indianas decretaram ordem de prisão para o actor caso volte a entrar no país. Richard Gere desloca-se com frequência à Índia no âmbito da sua prática budista.

Independência para a Madeira, já!

Os resultados das eleições na Madeira caucionam o discurso de Jardim contra o que apelida de "colonialismo" e contra os "maluquinhos do rectângulo". Em coerência, proponho que se realize um referendo no continente sobre a independência da Madeira. Caso vença o sim, deverá ser declarada unilateralmente a independência daquele arquipélago, pondo fim, de uma vez por todas, ao "colonialismo" português.

Lendo os outros

A política, como se costuma dizer, começou nas cidades. E agora está a voltar a elas. Desde logo porque a globalização e a integração regional têm diluído as fronteiras nacionais. Mas também porque é nas cidades que estão os grandes motores desse processo. Quando invejamos a vitalidade económica da Catalunha, da Inglaterra ou da Califórnia, sabemos que parte da resposta está em Barcelona, Londres ou São Francisco. Uma Lisboa do futuro não deve imitar estes exemplos porque a imitação nunca chega: vejamos até onde nos trouxe a necessidade provinciana de imitar Bilbao com um edifício de Frank Gehry. Mas Lisboa terá certamente de se reinventar segundo as novas regras. Têm todas as condições para isso, mas falta-lhe o que estas cidades têm: ambição e participação política dos seus cidadãos. Está na hora de os lisboetas começarem a dizer o que querem da Lisboa do futuro. Portugal precisa dela.

Rui Tavares, Público, 3 de Maio de 2007.

There is hope, I hope...

sexta-feira, maio 04, 2007

Uma coisa que admiro nos espanhóis

é a sua frontalidade.

A formação pedagógica dos docentes do superior

O JPT destaca num dos seus excelentes blocos-de-notas - destes que temos por aqui no espaço electrónico -, uma citação de José Madureira Pinto muito certeira sobre o ensino universitário:

"Já me referi atrás à generalizada impreparação dos docentes do ensino superior no plano especificamente pedagógico. Manifestando-se em fenómenos que podem ir do culto elitista do hermetismo (frequentemente associado a posições elevadas na hierarquia mas também a projectos de ascensão meteórica na carreira académica) até à angustia quotidiana do estagiário sem estágio, nem orientação, passando por incúrias bem mais grosseiras, uma tal impreparação leva a privilegiar na acção pedagógica, ora a retórica e o ritual que se auto-consagram, ora a acumulação, tão exaustiva quão inorgânica, de informação. Dividido, em casos extremos, entre a aula que entorpece e eventualmente enfeitiça, mas pouco ensina, e a aula que ensina "demais", o que o aluno universitário não raramente acaba por perder é a própria possibilidade de aprender" ..."

in: José Madureira Pint
o, (1994), Propostas para o Ensino das Ciências Sociais, Porto, Afrontamento, p. 33)


Subscrevo inteiramente aquela citação. Embora alertando para a necessidade de não generalização, a verdade é que, tal como já o afirmei publicamente noutro lugar, a carreira universitária carece de formação e avaliação da sua vertente pedagógica, sendo implacavelmente eficaz, e bem, na formação e avaliação da sua componente científica. Infelizmente, tenho as maiores dúvidas que as lógicas que se estão a tornar dominantes com a "globolonhização" da carreira universitária venham a permitir, como seria desejável, uma equiparação da eficácia de formação e avaliação do desempenho pedagógico dos docentes universitários , àquela que caracteriza a vertente científica da sua profissão.

Só saio se me empurrarem da janela...











Seus criminosos !

terça-feira, maio 01, 2007

Em defesa da pipoca













Desconfiar. Desconfiar sempre daqueles que querem proibir e desconfiar ainda mais dos que querem proibir a pipoca.

Esclarecimento

A parte do discurso do PR que aqui aplaudi foi a segunda parte. Aquela em que Cavaco Silva chama a atenção para a necessidade de incremento dos mecanismos de escrutínio da vida política democrática. Quanto aos aspectos coreográficos das comemorações e a uma especial atenção aos jovens, não me pareceram de particular relevância.

segunda-feira, abril 30, 2007

Uma rara excepção

para falar de futebol (ou talvez de saúde desportiva...)

1. O que tem aquele jovem Nelson no pulso? É que desde que está lesionado do pulso que não sabe o que faz com os pés e muito menos com a cabeça.

2. A equipa médica tem algum estatuto de intocável? Luisão não recupera, Simão já foi apanhado pelo mesmo mal, Rui Costa voltou a ressentir-se, a virilha de Petit e a de Micolli rasgaram-se por dá cá aquela chuvinha na relva. Só quando a equipa se parecer mais com um asilo de doentes é que a equipa médica será substituída?

domingo, abril 29, 2007

Corporativismo

No programa Eixo do Mal, constituído por jornalistas, ou pessoas ligadas aos jornais, assistiu-se a uma reacção descabida e absurda em defesa da "classe", em particular por parte de Clara Ferreira Alves, na sequência do que Sócrates disse face ao discurso do PSD no 25 de Abril. Em primeiro lugar, reacção descabida porque o primeiro-ministro falava do PSD e não dos jornalistas. Em segundo lugar reacção absurda porque, Clara Ferreira Alves falava em defesa "dos jornalistas". Como se os jornalistas fossem uma entidade colectiva. Ora, os jornalistas, parece-me a mim, serão como todas as outras classes profissionais. Haverá bons e maus jornalistas. Haverá incorruptíveis e corruptíveis. Haverá de tudo entre os jornalistas, como entre todas as outras classes profissionais. Ou os jornalistas são, ao contrário das outras classes profissionais, todos e todas virgens imaculadas?

quinta-feira, abril 26, 2007

A memória selectiva de Pacheco Pereira

Indigna-se Pacheco Pereira com "a perseguição a Carmona Rodrigues dentro do túnel pelos jornalistas" e a sua memória selectiva conclui: "não me lembro de nunca a ter visto ao Primeiro-ministro". A dupla negação justifica-se, mas não é esse o ponto. O ponto é que nenhum membro do governo do país foi constituído arguído em algum caso de polícia. Mas, por outro lado, dois membros do governo da cidade foram constituídos arguídos num caso "em que estão a ser investigados crimes como a participação económica em negócio e a prevaricação".

As reacções ao discurso do Presidente

Muitas das reacções ao discurso do Presidente revelam que muita gente ainda não percebeu os desafios actuais e futuros das democracias e não deixa de ser curioso que seja Cavaco Silva a situar esses desafios. Sintomático ainda é o facto dos partidos à esquerda do PS persistirem em não aplaudir os discursos do actual PR. Aquelas forças políticas apenas teriam razões para aplaudir um discurso com aquele conteúdo. A reacção negativa do PCP e do BE, ao discurso do PR, ou a sua desvalorização por alguns comentadores, apenas denotam que uns e outros ainda não perceberam o que está em jogo para as democracias nos tempos que correm. Ou será um ressentimento descabido ou mesmo um desfasamento histórico que justificam tais posições?

quarta-feira, abril 25, 2007

terça-feira, abril 24, 2007

"Comércio ao ar livre"

Hoje fiquei a saber que aquela coisa de cidade terceiro-mundista ou de aldeia medieval que ainda existe no século XXI de um país da UE chamado Portugal, onde se vende tudo o que a imaginação criadora da economia subterrânea produz, agora se chama "comércio ao ar livre". A boa notícia é que essa paisagem do "comércio ao ar livre" vai, pelo menos, desaparecer da Praça de Espanha, em Lisboa.

O escuro ao fundo do túnel

A propósito: O que é preocupante, em matéria de obras públicas e da gestão da cidade de Lisboa em particular, é termos um presidente do governo da cidade que quando questionado sobre o que custou mais do que o previsto o Túnel do Marquês, a resposta é: "quatro ou cinco vezes mais". Como se a diferença de quatro para cinco, no caso, não fossem muitos milhões. Ou seja, mais milhões menos milhões, pouco importa. Isto sim. Isto é o rigor que o PSD imprime à sua governação.

"Alimentamos os portugueses há mais de trinta anos"

disse o secretário-geral da ARESP (associação da restauração) na RTP (P&C).

Lamento imenso, mas eu alimento-me pela minha mão há muitos anos.

segunda-feira, abril 23, 2007

Teses que ficam provadas nas últimas semanas

1. Que os jornais em Portugal são controlados pela esquerda. Como ficou bem demonstrado pelo tratamento que a imprensa deu, nas últimas semanas, a um primeiro-ministro socialista.

2. Que nunca existiu em Portugal um grupo económico dos media afecto ao PSD e, por consequência, aos seus governos. O que se está a passar na Media Capital é absolutamente virginal no que toca à afinidade entre um grupo empresarial dos media e um partido e seu governo.

Um meio como Portugal, p.e.?

"A inveja morde quem está próximo (tanto que o seu símbolo é a serpente), e quanto mais enclausurado for o meio, maior a probabilidade de ela «atacar»."

Autor: Ventura , Zuenir
Fonte Notícias Magazine (DN)
Lido aqui.

Telespectadores intelectualmente exigentes

Independentemente de ser matéria susceptível de discussão, a qualidade dos programas da televisão pública e a repetição exagerada de programas que alguns telespectadores reputam de qualidade menor, estranho apenas que tão intelectualmente exigentes espectadores de televisão procurem nela, e não noutras fontes, a satisfação da sua sede intelectual. Quem consegue dar assim conta dos programas que são repetidos na televisão deve, de facto, dedicar-lhe um tempo bastante razoável, o que não compreendo bem quando o patamar de exigência intelectual é tão elevado.

O melhor dos resultados franceses (alterado)

O score obtido pela FN. Ainda que graças ao voto "útil" em Sarko.

Declarações Bombásticas (para todos os gostos)

" É só fumaça...é só fumaça...o povo é sereno..."

Como diria um primeiro-ministro de Portugal em 1975.

quinta-feira, abril 19, 2007

Curiosidades

Nos Lusíadas Camões - diz-se - canta um Povo. Qual a última palavra que escreveu nesse Canto? INVEJA !

quarta-feira, abril 18, 2007

Os teóricos da conspiração

Pessoas como estas andam, infelizmente, muitas por aí. Umas circulam pelas ruas, outras escrevem em blogs.


Insustentável

A entrevista do primeiro-ministro era suposto ter encerrado um assunto que era um "não- assunto", contudo, ao que parece, não encerrou. A continuidade diária desse assunto nos media é insustentável porque desgastante para a governabilidade do país. O que a UNI e alguns interesses - claros uns, obscuros outros -, pretendem, parece evidente. Ou o primeiro-ministro põe termo, em definitivo, a todas as dúvidas e suspeições que diariamente vêm a público, ou o país torna-se ingovernável e o governo paralisado, voltando tudo ao grau zero onde se encontrava em 2004. Não me parece sustentável, por mais tempo, esta situação. Creio que Sócrates tem pouco mais do que algumas horas para esclarecer, cabal e definitivamente, este "não-assunto", para que os verdadeiros assuntos da governação possam prosseguir caminho.

terça-feira, abril 17, 2007

Prós e Contras

1. Pois é. Só é pena que não haja alunos suficientes para as públicas quanto mais para que cada professor queira ter a sua universidade privada.

2. Pois é. Enquanto a lei da procura e da oferta fez o negócio render era preciso deixar o mercado funcionar, agora que o negócio está bera já são precisas PPP´s.

3. Pois é. O problema não é público versus privado. O problema é que lebre é lebre, gato é gato e máfia é máfia.

segunda-feira, abril 16, 2007

Retratos do trabalho pela hora da morte

"Só é permitido levantar corpos entre as 8 h e as 22 h".

Afixado à porta de uma Morgue.

quinta-feira, abril 05, 2007

A riqueza que os imigrantes produzem

1. Merece aplauso a iniciativa dos Gato Fedorento noticiada aqui. Uma forma de evidenciar a estupidez que a xenofobia e o racismo representam é o humor.

2. "Imigrantes valem 7% da riqueza do país". Esta é outra forma de mostrar que os argumentos da xenofobia são absurdos. Como exemplifica a jornalista do Diário Económico: "Os imigrantes que trabalham em Portugal produzem o equivalente a uma Portugal Telecom por ano: ou seja, 11 mil milhões de euros.".

3. Mas Portugal não precisa de imigrantes "porque [aqueles] desempenham as funções que os portugueses não querem”, como sustenta o Alto Comissário para a Imigração e como, frequentemente, se veicula. Sendo verdade que a maioria dos imigrantes desempenha actividades menos procuradas pelos nacionais, esse não é o argumento válido para a mais-valia que os imigrantes representam. A prazo, os actuais imigrantes, ou os seus descendentes, desempenharão outras actividades e a sua integração na sociedade portuguesa continuará a ser uma mais valia, como o atestam a história de todos os países que acolheram e integraram fluxos significativos de imigração. A diversidade social e cultural e a inovação que daí pode resultar, de que a economia e a sociedade portuguesas ainda estão bem carecidas, essas sim, são a grande mais-valia da imigração. São a maior riqueza que os imigrantes produzem nas sociedades que os sabem acolher.

quarta-feira, abril 04, 2007

Agora são os tribunais

Por que razão é que um concelho com um tribunal onde quando há um julgamento é um acontecimento na terra, vai agora ver encerrado esse tribunal? Como dizia um "popular": "O tribunal faz aqui muita falta. As pessoas das aldeias próximas até vinham a pé ao tribunal". Não percebo por que não existe um tribunal em cada aldeia. Aliás, por que razão não existe um tribunal na minha rua?

terça-feira, abril 03, 2007

Os populares

1. Paulo Portas quer ir a votos dentro do seu partido. Visto de fora, parece-me bem. Eu espero que também queira ir a votos a nível nacional em 2009, para avaliar a sua popularidade também fora do PP.

2. João Jardim desafiou Sócrates a candidatar-se contra ele na Madeira. Não é "de homem". Já sabemos que na Madeira ele é invencível. O que ele teria de provar era que ganhava a Sócrates a nível nacional, pois é nesse "campeonato" que Sócrates joga. Gostava de ver Jardim a concorrer a eleições a nível Nacional. Isso é que era "de homem".

3. E o partido de Santana Lopes? Avança ou não?

sábado, março 31, 2007

Três anos

na blogosfera são uma eternidade...

quinta-feira, março 29, 2007

Post para um requiem impossível

Meu querido diário on-line:

Estás prestes a fazer três aninhos, o que acontece depois de amanhã. Um dia quando cresceres e fores um grande blogue, (o que nós dois sabemos que jamais acontecerá) também te vou encerrar com pompa e circunstância. Enquanto isso não acontece vais ter de me aturar, nem que seja apenas uma ou duas vezes por mês, como sucede de há uns tempos a esta parte.

Boa noite e continuação de bom soninho...

Arrefecimento global

Se a Primavera continua assim, ainda neva na capital e este ano nem aparecem beldades seminuas em alguns blogues.

Consumo: Electrodomésticos e transparência(s)

Como parece que os jornalistas são grandes leitores de blogues, onde procuram, por vezes, matéria-prima, deixo aqui a informação:

1. Não faço a mínima ideia sobre a explicação sociológica para a reparação ou não reparação de electrodomésticos. Ou melhor, faço apenas uma pequena ideia sobre a explicação de senso comum (ou bom senso?).

2. Não faço a mínima ideia por que razão em Portugal as transparências (de roupas) são tão pouco usadas, por exemplo nos desfiles de moda.

3. Informo ainda que caso a explicação (sociológica, ou outra, tanto faz) seja encontrada, agradeço ser esclarecido, na medida em que sou um grande "estragador" de electrodomésticos e um grande apreciador da transparência em geral (roupas incluídas).

segunda-feira, março 19, 2007

Poder? Nunca! Ministro do Mar? Que é isso?

A Ota e o futuro

Devo ser dos poucos portugueses que não consegue ter opinião formada sobre a localização do novo aeroporto. Lamento mas não tenho competências técnicas para o efeito. Em todo o caso não deixei de me interrogar, ao ouvir um especialista no outro dia defender que o novo aeroporto deveria prever um prazo de vida útil de setenta ou oitenta anos: será que em 2090 os aviões, ou o meio de transporte que, então, os substitua, vão utilizar, para a descolagem e aterragem, o modelo de aeroporto que actualmente conhecemos?

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Vou de novo descê-las até ao mar
















Pilar Segura, "Ramblas de Barcelona"
Oleo s/canvas 50x65 cm

Até logo...

Já cá faltava o fabuloso universo moral do futebol

Os apoiantes do Não à IVG já levaram o debate para a lógica da bola. E como "a bola é redonda", todo e qualquer resultado é possível. Vendo-se em desvantagem no jogo, começam a criar confusão, a canelar, a rasteirar e a enganar os árbitros.

Serviço Cultural Público

É Público serviço este. As próximas oito terças-feiras serão Blues.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Cavaco vai condecorar Souto Moura

Na, só pode ser o arquitecto Souto Moura. Não??

A China, by the way

Se no século dezanove os franceses inventaram as arcadas de Paris que viriam a desempenhar importante missão na emergência de uma cultura urbana europeia na transição para o século vinte; em meados desse século seriam os americanos a inventar os shopping center, que por sua vez marcaram as cidades da segunda metade do século. O West Edmonton Mall, no Canadá, aberto ao público em 1981, foi até 2004 o maior centro comercial do mundo. Actualmente, no entanto, as duas maiores 'catedrais do consumo' estão na China. De resto, no ranking dos 20 maiores shopping, sete são chineses, apenas cinco são norte-americanos, localizando-se os restantes oito nas Filipinas (3), na Tailândia (2), na Malásia (1), no Brasil (1) e no Canadá (o West Edmonton Mall, acima referido). O dado mais importante, contudo, é o facto de que entre os gigantes dos espaços de consumo dos EUA, vários datam das décadas de sessenta e setenta, época em que o urbanismo norte-americano os erigiu como o modelo de espaço estruturante das metrópoles do automóvel, na sua fase de expansão suburbana, portanto. Já os símbolos maiores da cultura de consumo na China são todos posteriores a 2004. As 'catedrais do consumo' são um indicador, o século XXI será, sem dúvida, o século Chinês.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

A notícia da sua vida é algo exagerada

Pelos vistos Hugo Chaves tornou-se a prova de vida de Fidel Castro. Quem mais se prestaria a tal papel? Sempre que Cuba quer mostrar que Fidel continua vivo mostra imagens dos dois, ora a comer um iogurtezito, ora em amena cavaqueira. Pensou-se, inclusive, no Granma "actualizado" que Fidel está a ler. Só acho estranho que não se tenha pensado em trocar de roupa aos dois protagonistas do triste filme. Entre uma viagem e outra de Havana a Caracas e volta, Chaves continua com a mesma camisa vermelha e Fidel com o mesmo fato de treino à moda da CCCP dos anos 70'. Algo me diz que Fidel já morreu e ainda não lhe deram essa notícia.

O cromo

Há cromos que realmente merecem moldura. Já o tínhamos escrito aqui.

1. A semana passada o Ministro da Economia dizia que Portugal "não é um bom país para os que procuram mão-de-obra barata". Esta semana disse na China que "Portugal é um bom pais para investir porque tem salários competitivos [isto é, baixos] e pouca pressão reivindicativa."

2. O Ministro da Economia apelou ao investimento em Portugal, acenando com mão-de-obra barata e pouco reivindicativa, num país como a China!

3. O Ministro sabe o que diz quando diz seja o que fôr?

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Os números

É verdade. Espanha é um país numericamente incomparável com Portugal. Deve ser por isso que tem 72.505 cidadãos portugueses. Ou seja, 2,4% do total de estrangeiros residentes, que são, nada mais nada menos que 3.021.808 (três milhões, vinte e um mil oitocentos e oito) cidadãos! Já Portugal, em 2005 (último ano de que há estatísticas oficiais) tinha 275.906 cidadãos estrangeiros a residir legalmente no país, dos quais 16.383 (6%) eram espanhóis.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

SIM !

Com a desastrada estratégia discursiva de muitos apoiantes do SIM ainda acabamos por perder este referendo. Alguns deles não param de dizer: CLARO QUE NÃO! Não queremos isto! Não queremos aquilo! Ora, a única coisa que há a dizer sobre isto é: SIM, queremos que em Portugal todas as crianças tenham a sua integridade física e psíquica respeitada, enquanto pessoas. SIM, queremos que à partida todo o ser humano em Portugal tenha, pelo menos, as condições básicas para poder ser pessoa. SIM queremos que o Estado intervenha para que todas as mulheres tenham direito de opção, e não apenas algumas, como agora sucede. E é apenas por isso que votamos SIM!

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Clima subjectivo

Apesar do arrefecimento da economia e de uma acentuada descida da temperatura do ar, sinto um aquecimento global que prenuncia algo.

domingo, janeiro 21, 2007

I'm In

Os EUA

Os EUA são um país onde o mesmo cidadão está sujeito a:

1. Ser impedido de viajar num avião, e detido pela polícia, apenas porque tem olhos e cabelos escuros e os seus companheiros de fila no avião falam inglês com sotaque e também uma outra língua estranha (no caso, hebraico).

2. Ver um tribunal decretar o seu direito a uma indemnização, pela companhia de aviação responsável pelos factos acima referidos, no valor de 400 mil dólares.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Fábrica de factos

Há quem se tenha divertido a gastar uns euros na votação dos 100 maiores portugueses. Deduzo que tenha sido o caso do extenso grupo de jovens (ou actores?) que combinaram entre si votar num "actor" de telenovelas cujo o nome agora não me ocorre. Ou estarei enganado e tratou-se de um movimento de igual sentido, mas de intenção diferente, protagonizado por familiares e amigos do referido "actor"? Mas no caso da ex-ministra da educação do mais ignóbil governo de que há memória na história do país democrático, será um voto de igual teor humorístico, ou solidário? Ou será antes uma manobra de uma conhecida máquina de manipulação política e, em particular, de uma das suas organizações corporativas?

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Cristo, o socialismo e a evasão fiscal

Há um movimento de socialistas católicos pelo Não à IVG. Vital Moreira questiona-se, com razão: "Julgávamos que o PS era um partido laico". Porém, Hugo Chaves veio dizer-nos que Jesus Cristo foi o maior socialista de todos os tempos. Resta saber se Cristo era a favor ou contra os impostos. Atendendo à missa encomendada pela DGCI, há fortes razões para crermos que, além de socialista, Cristo também era contra a evasão fiscal.

PS (leia-se post-scriptum) : O 25 de Abril faz este ano a idade de Jesus Cristo. Ah, afinal está tudo explicado...

quarta-feira, janeiro 03, 2007

O Presidente

Eu, que não votei em Cavaco, digo: Cavaco está a ser um bom Presidente. E mais não é preciso dizer.