segunda-feira, abril 30, 2007

Uma rara excepção

para falar de futebol (ou talvez de saúde desportiva...)

1. O que tem aquele jovem Nelson no pulso? É que desde que está lesionado do pulso que não sabe o que faz com os pés e muito menos com a cabeça.

2. A equipa médica tem algum estatuto de intocável? Luisão não recupera, Simão já foi apanhado pelo mesmo mal, Rui Costa voltou a ressentir-se, a virilha de Petit e a de Micolli rasgaram-se por dá cá aquela chuvinha na relva. Só quando a equipa se parecer mais com um asilo de doentes é que a equipa médica será substituída?

domingo, abril 29, 2007

Corporativismo

No programa Eixo do Mal, constituído por jornalistas, ou pessoas ligadas aos jornais, assistiu-se a uma reacção descabida e absurda em defesa da "classe", em particular por parte de Clara Ferreira Alves, na sequência do que Sócrates disse face ao discurso do PSD no 25 de Abril. Em primeiro lugar, reacção descabida porque o primeiro-ministro falava do PSD e não dos jornalistas. Em segundo lugar reacção absurda porque, Clara Ferreira Alves falava em defesa "dos jornalistas". Como se os jornalistas fossem uma entidade colectiva. Ora, os jornalistas, parece-me a mim, serão como todas as outras classes profissionais. Haverá bons e maus jornalistas. Haverá incorruptíveis e corruptíveis. Haverá de tudo entre os jornalistas, como entre todas as outras classes profissionais. Ou os jornalistas são, ao contrário das outras classes profissionais, todos e todas virgens imaculadas?

quinta-feira, abril 26, 2007

A memória selectiva de Pacheco Pereira

Indigna-se Pacheco Pereira com "a perseguição a Carmona Rodrigues dentro do túnel pelos jornalistas" e a sua memória selectiva conclui: "não me lembro de nunca a ter visto ao Primeiro-ministro". A dupla negação justifica-se, mas não é esse o ponto. O ponto é que nenhum membro do governo do país foi constituído arguído em algum caso de polícia. Mas, por outro lado, dois membros do governo da cidade foram constituídos arguídos num caso "em que estão a ser investigados crimes como a participação económica em negócio e a prevaricação".

As reacções ao discurso do Presidente

Muitas das reacções ao discurso do Presidente revelam que muita gente ainda não percebeu os desafios actuais e futuros das democracias e não deixa de ser curioso que seja Cavaco Silva a situar esses desafios. Sintomático ainda é o facto dos partidos à esquerda do PS persistirem em não aplaudir os discursos do actual PR. Aquelas forças políticas apenas teriam razões para aplaudir um discurso com aquele conteúdo. A reacção negativa do PCP e do BE, ao discurso do PR, ou a sua desvalorização por alguns comentadores, apenas denotam que uns e outros ainda não perceberam o que está em jogo para as democracias nos tempos que correm. Ou será um ressentimento descabido ou mesmo um desfasamento histórico que justificam tais posições?

quarta-feira, abril 25, 2007

terça-feira, abril 24, 2007

"Comércio ao ar livre"

Hoje fiquei a saber que aquela coisa de cidade terceiro-mundista ou de aldeia medieval que ainda existe no século XXI de um país da UE chamado Portugal, onde se vende tudo o que a imaginação criadora da economia subterrânea produz, agora se chama "comércio ao ar livre". A boa notícia é que essa paisagem do "comércio ao ar livre" vai, pelo menos, desaparecer da Praça de Espanha, em Lisboa.

O escuro ao fundo do túnel

A propósito: O que é preocupante, em matéria de obras públicas e da gestão da cidade de Lisboa em particular, é termos um presidente do governo da cidade que quando questionado sobre o que custou mais do que o previsto o Túnel do Marquês, a resposta é: "quatro ou cinco vezes mais". Como se a diferença de quatro para cinco, no caso, não fossem muitos milhões. Ou seja, mais milhões menos milhões, pouco importa. Isto sim. Isto é o rigor que o PSD imprime à sua governação.

"Alimentamos os portugueses há mais de trinta anos"

disse o secretário-geral da ARESP (associação da restauração) na RTP (P&C).

Lamento imenso, mas eu alimento-me pela minha mão há muitos anos.

segunda-feira, abril 23, 2007

Teses que ficam provadas nas últimas semanas

1. Que os jornais em Portugal são controlados pela esquerda. Como ficou bem demonstrado pelo tratamento que a imprensa deu, nas últimas semanas, a um primeiro-ministro socialista.

2. Que nunca existiu em Portugal um grupo económico dos media afecto ao PSD e, por consequência, aos seus governos. O que se está a passar na Media Capital é absolutamente virginal no que toca à afinidade entre um grupo empresarial dos media e um partido e seu governo.

Um meio como Portugal, p.e.?

"A inveja morde quem está próximo (tanto que o seu símbolo é a serpente), e quanto mais enclausurado for o meio, maior a probabilidade de ela «atacar»."

Autor: Ventura , Zuenir
Fonte Notícias Magazine (DN)
Lido aqui.

Telespectadores intelectualmente exigentes

Independentemente de ser matéria susceptível de discussão, a qualidade dos programas da televisão pública e a repetição exagerada de programas que alguns telespectadores reputam de qualidade menor, estranho apenas que tão intelectualmente exigentes espectadores de televisão procurem nela, e não noutras fontes, a satisfação da sua sede intelectual. Quem consegue dar assim conta dos programas que são repetidos na televisão deve, de facto, dedicar-lhe um tempo bastante razoável, o que não compreendo bem quando o patamar de exigência intelectual é tão elevado.

O melhor dos resultados franceses (alterado)

O score obtido pela FN. Ainda que graças ao voto "útil" em Sarko.

Declarações Bombásticas (para todos os gostos)

" É só fumaça...é só fumaça...o povo é sereno..."

Como diria um primeiro-ministro de Portugal em 1975.

quinta-feira, abril 19, 2007

Curiosidades

Nos Lusíadas Camões - diz-se - canta um Povo. Qual a última palavra que escreveu nesse Canto? INVEJA !

quarta-feira, abril 18, 2007

Os teóricos da conspiração

Pessoas como estas andam, infelizmente, muitas por aí. Umas circulam pelas ruas, outras escrevem em blogs.


Insustentável

A entrevista do primeiro-ministro era suposto ter encerrado um assunto que era um "não- assunto", contudo, ao que parece, não encerrou. A continuidade diária desse assunto nos media é insustentável porque desgastante para a governabilidade do país. O que a UNI e alguns interesses - claros uns, obscuros outros -, pretendem, parece evidente. Ou o primeiro-ministro põe termo, em definitivo, a todas as dúvidas e suspeições que diariamente vêm a público, ou o país torna-se ingovernável e o governo paralisado, voltando tudo ao grau zero onde se encontrava em 2004. Não me parece sustentável, por mais tempo, esta situação. Creio que Sócrates tem pouco mais do que algumas horas para esclarecer, cabal e definitivamente, este "não-assunto", para que os verdadeiros assuntos da governação possam prosseguir caminho.

terça-feira, abril 17, 2007

Prós e Contras

1. Pois é. Só é pena que não haja alunos suficientes para as públicas quanto mais para que cada professor queira ter a sua universidade privada.

2. Pois é. Enquanto a lei da procura e da oferta fez o negócio render era preciso deixar o mercado funcionar, agora que o negócio está bera já são precisas PPP´s.

3. Pois é. O problema não é público versus privado. O problema é que lebre é lebre, gato é gato e máfia é máfia.

segunda-feira, abril 16, 2007

Retratos do trabalho pela hora da morte

"Só é permitido levantar corpos entre as 8 h e as 22 h".

Afixado à porta de uma Morgue.

quinta-feira, abril 05, 2007

A riqueza que os imigrantes produzem

1. Merece aplauso a iniciativa dos Gato Fedorento noticiada aqui. Uma forma de evidenciar a estupidez que a xenofobia e o racismo representam é o humor.

2. "Imigrantes valem 7% da riqueza do país". Esta é outra forma de mostrar que os argumentos da xenofobia são absurdos. Como exemplifica a jornalista do Diário Económico: "Os imigrantes que trabalham em Portugal produzem o equivalente a uma Portugal Telecom por ano: ou seja, 11 mil milhões de euros.".

3. Mas Portugal não precisa de imigrantes "porque [aqueles] desempenham as funções que os portugueses não querem”, como sustenta o Alto Comissário para a Imigração e como, frequentemente, se veicula. Sendo verdade que a maioria dos imigrantes desempenha actividades menos procuradas pelos nacionais, esse não é o argumento válido para a mais-valia que os imigrantes representam. A prazo, os actuais imigrantes, ou os seus descendentes, desempenharão outras actividades e a sua integração na sociedade portuguesa continuará a ser uma mais valia, como o atestam a história de todos os países que acolheram e integraram fluxos significativos de imigração. A diversidade social e cultural e a inovação que daí pode resultar, de que a economia e a sociedade portuguesas ainda estão bem carecidas, essas sim, são a grande mais-valia da imigração. São a maior riqueza que os imigrantes produzem nas sociedades que os sabem acolher.

quarta-feira, abril 04, 2007

Agora são os tribunais

Por que razão é que um concelho com um tribunal onde quando há um julgamento é um acontecimento na terra, vai agora ver encerrado esse tribunal? Como dizia um "popular": "O tribunal faz aqui muita falta. As pessoas das aldeias próximas até vinham a pé ao tribunal". Não percebo por que não existe um tribunal em cada aldeia. Aliás, por que razão não existe um tribunal na minha rua?

terça-feira, abril 03, 2007

Os populares

1. Paulo Portas quer ir a votos dentro do seu partido. Visto de fora, parece-me bem. Eu espero que também queira ir a votos a nível nacional em 2009, para avaliar a sua popularidade também fora do PP.

2. João Jardim desafiou Sócrates a candidatar-se contra ele na Madeira. Não é "de homem". Já sabemos que na Madeira ele é invencível. O que ele teria de provar era que ganhava a Sócrates a nível nacional, pois é nesse "campeonato" que Sócrates joga. Gostava de ver Jardim a concorrer a eleições a nível Nacional. Isso é que era "de homem".

3. E o partido de Santana Lopes? Avança ou não?