quinta-feira, julho 19, 2007

quarta-feira, julho 18, 2007

Aeroportos dentro das cidades (2)

Quando os aeroportos se localizam dentro das cidades e um avião falha uma aterragem pode atravessar avenidas e entrar nos edifícios...

Basta de abstencionismo e crise do regime

A verdade é que a carne é fraca e um homem não é de ferro. Até tenho arrepios e suores frios só de imaginar a mui estimável Bomba a acordar assim.

terça-feira, julho 17, 2007

O que, de facto, se passou

Está aqui. Ponto final parágrafo. António Costa deveria ler este texto.

Sugestão

Estão a ver o fenómeno Carmona? Lembram-se do fenómeno PRD? É isso.

Autofagia

"A autofagia pode ser estimulada em determinadas situações, como, por exemplo, durante o jejum prolongado, aparecendo numerosos autofagossomos nos hepatócitos com o objetivo de converter os componentes da célula em alimento para prolongar a sobrevivência do organismo."

in: Wikipedia

Sublinhados nossos.

A notícia exagerada da morte do regime

Creio que a notícia da morte do regime em que alguns democratas estão a embarcar, indo ao engodo dos anti-regime que proliferam na blogos, talvez seja largamente exagerada. Porque:

1. Estas eleições são autárquicas.

2. São intercalares.

3. Referem-se aos eleitores da principal cidade, é certo, mas não do país.

4. Resultam de um quadro de trapalhadas de uma só força política.

5. Ocorrem no meio do verão.

6. A campanha teve 12 candidatos, entre os quais alguns folclóricos que apenas contribuíram, resta saber se não intencionalmente, para o descrédito do regime.

7. A campanha não foi mobilizadora para a mudança de registo que se impunha.


Em 2009 veremos se, de facto, a notícia da morte do regime era ou não exagerada.

Wishful thinking (2)

Pode até ter havido "voto de protesto contra o governo". Estranho seria se não houvesse também voto de protesto contra o governo. Mas...

1. Quem sai mais prejudicado com a abstenção? Em termos percentuais, comparando 2005 e 2007, O PS sobe de 26.56% para 29.54%. O PCP desce de 11.42% para 9.53%. O BE desce de 7.91% para 6.81%. O CDS desce de 5.92% para 3.70%. O PSD dá um trambolhão de 42.43% para 15.74% !

2. Sendo sem dúvida votos de protesto, os brancos e nulos também diminuíram em termos relativos de 2005 para 2007.

O comparativo está aqui. Via Tugir.

segunda-feira, julho 16, 2007

Lendo os outros

O post d'ouro do mês.

Cenografias da participação

O que aqui escrevi sobre participação tem a ver com isto e só com isto. Hoje as pessoas já não se mobilizam para o comício ou o festejo eleitoral. Cada vez menos. O mundo mudou. Antes também se utilizavam técnicas para simular a participação. Hoje torna-se desnecessário, porque ninguém vai atrás de movimentações populares. Mas a encenação é, sobretudo, para os media. É a cenografia da participação. Já foi com os jovens, mas esses agora têm outras formas de participação e entretenimento.

Quem é que não passou na rua por uma caravana no momento em que o candidato fala para a câmara da TV e não viu dez pessoas à volta do candidato para parecerem uma multidão e à volta delas apenas transeuntes "ginjando-se" para o que ali se encena?

Há que reinventar outras formas de ligar a política à vida.

Juntas médicas

Afinal os casos de recusa de baixa médica ou aposentação por invalidez, no caso de pessoas com doenças graves, são muito mais do que uma excepção. Uma vergonha a que o governo tem de pôr cobro imediatamente apurando responsabilidades.

Provérbios

Quem não sabe dançar diz que o problema é da sala que é torta.

Cartão vermelho do eleitorado

levaram os que disseram que estas eleições seriam um cartão vermelho ao governo: PSD, CDS e PCP.

Não sou eu, o país é que está errado...

Após a clamorosa derrota destas eleições, Paulo Portas vai reflectir sobre as condições para fazer política neste país.

Wishful thinking

"O GOVERNO NÃO PODE ESTAR MUITO CONTENTE

porque os resultados são frouxos. Se o PSD teve péssimos resultados, o que é indesmentível, a esquerda do PS, Roseta, o PCP e o BE tem bons resultados."



O que dizem os factos: Comparando 2007 com 2005, Roseta de fora, o PS perde votos mas ganha um vereador. O PCP e o BE mantêm os mesmos vereadores e perdem quase metade dos votos cada um.

PSD: um beco sem saída?

"Os líderes que o PSD precisa não estão disponíveis e os que estão disponíveis são os que o PSD não precisa".

Nuno Rogeiro, na SIC-N.

Lendo, ouvindo e vendo baites e bitaites

1. O que é mais grave, a interrupção do discurso de Roseta por Costa ou a interrupção do discurso de Costa - vencedor das eleições - por Carmona?

2. Carmona interrompe o discurso do vencedor das eleições para fazer um discurso triunfante, com uma expressão alegremente irresponsável como se nada tivesse a ver com a gravidade dos problemas que conduziram a estas eleições intercalares e repete a sua tese de que estas eleições eram desnecessárias. Eu interrogo-me: este homem é completamente irresponsável, ou é um grande actor?

3. Quando Carmona interrompe o discurso de Costa e as televisões vão todas atrás na interrupção, passando a emissão para o discurso de Carmona, temos a prova como o governo controla a comunicação social?

4. Devemos ouvir o costumeiro discurso de vitória do PCP, atender à realidade dos factos (o PCP perdeu votos e não conseguiu a penalização do governo), ou apenas atentar na expressão facial da derrota estampada no rosto dos seus candidatos e dirigentes no momento do discurso vitorioso?

5. O que é relevante e importa destacar é que Costa teve menos votos do que Carrilho ou que Costa ganhou a Câmara e Carrilho não?

sábado, julho 14, 2007

quinta-feira, julho 12, 2007

O debate que interessa e ninguém terá ouvido

Há pessoas que sabem pensar e quando falam deveríamos estar de lápis e papel na mão. Entre nós uma dessas pessoas é Augusto Mateus, que conheço há mais de quinze anos, e que sempre que posso oiço, ou leio, com ávida curiosidade. Ontem, no programa da Dois, Clube de Imprensa, deu mais uma prova que o próximo executivo de Lisboa deveria ouvi-lo assiduamente. Os outros participantes do programa eram o realizador do filme "Lisboetas", Sérgio Tréffaut, António Mega Ferreira e o arquitecto Manuel Graça Dias. Tratou-se de um debate onde se disse o que realmente é importante sobre Lisboa no contexto actual.

Infelizmente não assisti aos primeiros vinte minutos do debate por ter estado a perder tempo a ouvir a 'quadratura do círculo' que se ocupou quase exclusivamente da 'dor de corno'...

Sobre a desertificação de Lisboa

Continua a carpir-se a desertificação da cidade de Lisboa apontando o olhar apenas para Lisboa-cidade. O erro está nessa visão "lisboacêntrica". Enquanto não se começar a pensar Lisboa como uma região bem mais vasta que a sua cidade mais central não chegamos a lado nenhum. Já se pensou olhar para a oferta de emprego existente à volta de Lisboa, e mais além, numa segunda e até terceira orla da região-metrópole? Muito pouco emprego, face ao que seria desejável, porque esse continua muito concentrado na cidade-centro. O mesmo sucede com uma série de serviços, equipamentos de consumo, lazer, etc. Ora, é isso que faz com que os preços da habitação sejam mais razoáveis fora de Lisboa do que o são na cidade central, e é em consequência disso que as pessoas optam por ir viver no que se tem chamado "periferia". Seria preciso criar muito, mas mesmo muito emprego, e também serviços e equipamentos de qualidade nas aglomerações "periféricas", para fazer descer alguma coisa os preços médios da habitação em Lisboa, e em consequência aumentar a sua população residente. Com casas a preços mais acessíveis em Lisboa, muitas pessoas, que actualmente habitam nas aglomerações "periféricas", habitariam na cidade-centro e trabalhariam em outros centros nas chamadas periferias, as quais deixavam, assim, de ser "periféricas". O problema é, essencialmente, de escalas de governança e só será ultrapassado quando for possível as regiões urbanas, como Lisboa, serem governadas como sistemas regionais e não como aglomerações espartilhadas, como tem sucedido.

Atirar lama para a ventoinha

Fase em que entrámos na campanha eleitoral de Lisboa.

Aos defensores da Portela mais quantos

As pessoas que defendem a continuidade do aeroporto da Portela deveriam ser obrigadas a viver ou trabalhar na zona do Campo Grande em Lisboa, exactamente debaixo da principal rota de aterragem dos aviões. Sim, onde além do ruído que obriga ao silêncio de qualquer conversa, ou à interrupção de uma aula de dois em dois minutos, em "hora de ponta aérea", quase tocamos os bichos com a ponta dos dedos e até os edifícios tremem. Muito agradável, acreditem...

Coisas realmente complicadas...

O que me preocupa cada vez mais na vida política portuguesa é o baixo nível em que o PSD se encontra. Como principal partido da oposição, e como a alternativa histórica ao PS, é muito preocupante a mediocridade em que se encontra há demasiado tempo.

quarta-feira, julho 11, 2007

O que preocupa os bispos

1. Segundo um porta-voz dos bispos "o governo pensa, após os resultados do último referendo, que a Igreja já não tem capacidade de influência e por isso está a agir em conformidade".

2. O que o senhor bispo nos quer dizer é que a Igreja ainda tem muita capacidade de influência na sociedade.

3. Pois. Aí é que está o problema.

4. A preocupação da Igreja é a hipótese de perder parte do seu actual espaço de influência por excelência: as IPSS's.

5. A Igreja está preocupada com a manutenção do seu 'nicho de mercado' mais rentável: a solidariedade, ou melhor, os subsídios estatais à solidariedade.

terça-feira, julho 10, 2007

Complexos de superioridade moral (corrigido)

1. O governo convidou, há quatro meses, José Miguel Júdice (JMJ), da área partidária do PSD, para um cargo público. JMJ disse que desempenhará o cargo gratuitamente. Não disse se vai dedicar-se a tempo inteiro a esse cargo, nem julgo que seja obrigado a fazê-lo, muito menos quando o exerce sem qualquer remuneração.

2. Daniel Oliveira escreve este e este textos.

3. Eu pergunto: Quando José Sá Fernandes disse que dedicou ao cargo de vereador da CML dez a doze horas por dia (mais do que tempo inteiro), sem qualquer remuneração, é igualmente legítimo colocar as questões que o Daniel Oliveira coloca?

4. Acha o Daniel Oliveira que, como eleitores, devemos questionar-nos do que viveu, durante o tempo do seu mandato, o vereador do BE?

5. Se Júdice não é propriamente um benemérito, como insinua Daniel Oliveira, considera o Daniel Oliveira que Sá Fernandes é um benemérito?

Para desanuviar da densidade intelectual do debate

Como eu vejo o que mais ninguém vê: visões MPT

Como se vê claramente neste gráfico, ao contrário do que toda a gente diz o aeroporto da Portela não está esgotado.

Reis, fados, cavalos e guitarradas

Nada precisa de mudar em Lisboa. Lisboa está muito bem assim como está.

Resumindo: um regabofe

Os problemas de Lisboa, segundo um dos candidatos: Despesas com imigrantes, festas de homossexuais e iniciativas culturais marxistas.

Falências

Há quem garanta que a CML está falida. Financeiramente não sei, mas pelo menos em matéria de qualidade geral das candidaturas se não está falida está pelo menos num nível confrangedor de pobreza.

sábado, julho 07, 2007

Glolioso

Hoje somos muitos (seis milhões), amanhã seremos biliões.

Malthusianos

Iremos para Marte sim, aqueles que entretanto não cozeram em lume brando...

Quase morto no deserto e África aqui tão perto

Está mais perto o deserto que este vento, cada vez mais forte no verão, trás do norte de África.

sexta-feira, julho 06, 2007

It's the world, Jim, but not as we know it

Numa época em que a informação é altamente mediatizada, de modo instantâneo e em multi-meios, e em que as escolhas eleitorais se fazem com o recurso a essa mediatização, qual o papel dos presentes/participantes num comício político, além da necessária dimensão cenográfica? As formas de participação cívica e política e os objectos da intervenção dos cidadãos já mudaram radicalmente em função, também, da diversificação dos acessos à informação ou da multiplicação dos objectos de interesse dos indivíduos. Uma boa parte da retórica política ainda não parece ter-se apercebido dessa mudança radical.

quinta-feira, julho 05, 2007

Participação

O conceito de participação tem muito que se lhe diga. Porque achará o caro LNT que participe seria mais ajustado do que esteja presente, no caso de um cartaz de apelo para um comício? Bem sei que o participe é o mais usual neste caso, mas sempre gostaria de saber o que significa a ideia de participar num comício que exceda o estar presente. Participar significa, no caso de um comício, bater palmas? gritar palavras de ordem? assobiar os adversários? erguer mais alto a bandeira? Em que consistirá exactamente o conceito de participação no caso de um comício?

Postal para um irmão brasileiro

Lula é um camarada simpático e um irmão brasileiro, mas esse truque de colocar tudo em números absolutos quando se está a falar num país "piquinino" como Portugal só impressiona o padeiro português, camarada Lula. Esses milhões de hectares, de pessoas, de fios de electricidade, ou as centenas de milhar de jovens pobres que foram para a universidade, para o Brasil podem ser gotas pequenas num oceano largo como aquele que nos separa. Já agora camarada, gostaria de lhe lembrar que a Noruega, a Finlândia, a Dinamarca, a Suécia, são países bem mais pequenos do que o Brasil, sabia disso?

Revista Vida Soviética

É o que me ocorre cada vez que vejo o filme promocional de Almada nos espaços publicitários da televisão: Do lado certo...

quarta-feira, julho 04, 2007

À atenção do governo

Não sei se estarei em sede própria mas ainda assim quero dizer que se este governo continuar com estes ímpetos de ridículas e ilegítimas acções de redução da liberdade de expressão, arrisca-se a desmerecer o capital de esperança que uma maioria de portugueses nele investiu. Em democracia não há poderes absolutos, nem fazem falta nenhuma a uma governação competente. Só os governos fracos em competência e capacidade governativa precisam de recorrer a tais mesquinhas iniciativas. O governo deve preocupar-se em governar bem, como aliás tem feito em muitas áreas, e não em reprimir o que se escreve em blogues, o que se diz no café, nas salas de trabalho dos funcionários públicos, ou nos panfletos que se afixam num qualquer centro de saúde. Um governo que perde tempo a arrancar folhetos das paredes das instalações de um centro de saúde não merece credibilidade nem a confiança dos eleitores. Ainda é tempo de o governo reverter este caminho e concentrar-se naquilo que, de facto, importa. Foi para isso que uma maioria de eleitores o elegeu, não foi para demonstrações de arrogância e mesquinhez. A história da democracia portuguesa, apesar de curta, já evidenciou o que acontece quando se confunde maioria absoluta com poder absolutista.

Correcção: Onde se lê "em sede própria" deverá ler-se "nos locais apropriados". Citava de memória.

Mais uma confusão de negrão

O candidato do PSD à autarquia de Lisboa, ao dizer que "a frota da Carris está muito envelhecida" só pode estar a fazer outra das suas confusões de siglas, mas desta vez também de geografias. Neste caso a confundir a Carris com os TST (Transportes Sul do Tejo) que funcionam na margem sul, incluindo Setúbal (que esperemos o deputado conheça melhor do que Lisboa...). De facto, um dos problemas urbanos da margem sul é a baixa qualidade dos transportes públicos rodoviários, sendo o envelhecimento da frota um dos factores da fraca qualidade daquele serviço a sul do Tejo.

Exemplo padrão da frota dos TST














Exemplo da frota da Carris (Nem sequer um dos mais recentes...)