quarta-feira, setembro 20, 2006

A bizarria da demolição do Coutinho

Já o disse em vários contextos e repito-o aqui: considero esta coisa da demolição de um edifício como o celebrizado Coutinho, em Viana do Castelo, uma bizarria de todo o tamanho. Se algum impacto negativo existe ele circunscreve-se ao impacto visual. Trata-se de uma questão meramente estética, da qual podemos discordar e até julgar como aberrante em termos arquitectónicos, patrimoniais, urbanísticos e paisagísticos. Porém, num país com a orla costeira repleta de construções selvagens, com as encostas cheias de habitação clandestina e os lençois de água cheios de fossas sépticas - essas sim, "obras" de profundas consequências negativas para a qualidade de vida e qualidade do meio ambiente -, faz algum sentido fazer daquele edifício um cavalo de batalha, tomar a sua demolição como prioridade urbanística e desperdiçar assim o erário público? Tem isto alguma racionalidade defensável mesmo sob o ponto de vista urbanístico, ambiental ou sequer arquitectónico?

1 comentário:

Luís Braga disse...

Um voz sensata....