sexta-feira, junho 06, 2008

Allegro ma non troppo, un poco maestoso

Gosto muito de poesia mas, no governo, mal por mal, prefiro ver políticos.

quarta-feira, junho 04, 2008

Mirem-se no exemplo

Nos EUA quer-se adoptar um acesso universal aos serviços de saúde, tal não é a desgraça social do sistema americano de saúde: saúde apenas para quem a pode pagar. Em Portugal há quem queira acabar com a universalidade do SNS e adoptar o modelo americano. A ideia só pode ser uma aproximação, ainda maior, de Portugal aos índices americanos de desigualdade social.

Os EUA são um país ímpar

Só naquele país seria possível, depois do 11 de Setembro, um candidato presidencial responder pelo nome de Barack Hussein Obama.

Vento



Cervejaria Trindade, Lisboa.
Foto pilhada daqui.


Ou, como diria um barbeiro vizinho: Já fui feliz aqui! Num tempo de vento, muito vento. Santíssima, foi há cerca de trinta anos. Como o tempo não mudou, apesar dos ventos que passaram.

domingo, junho 01, 2008

1 de Junho de 1960

Caixa alta

Pedro Santana Lopes não ganhou as directas no PSD.

sábado, maio 31, 2008

Os blogues, a televisão e o baixo nível (modificado)

Alguns blogues têm estado a fazer a crítica, com razão, do conteúdo jornalístico de um programa sobre a net e, em particular, os blogues, emitido pela SIC. Nesse programa da SIC passava-se, basicamente, a ideia que os blogues são um lixo da sociedade actual. O que hoje ouvi, na SIC-N, Luís Filipe Meneses dizer, referindo-se a Pacheco Pereira, está ao nível do mais rasteiro e vil que há em comentários nos blogues dirigidos a pessoas em concreto. Não foi escrito num blogue, foi dito pelo presidente da "terceira maior câmara do país", e emitido num canal de televisão, a SIC, precisamente.

quinta-feira, maio 29, 2008

É por aí sim...

José Miguel Júdice, incluindo-se numa qualquer percentagem dos que ganham mais em Portugal, ofereceu-se para pagar mais impostos para reduzir as desigualdades sociais. Não sei se Júdice disse aquilo para agradar ao seu amigo e sociólogo António Barreto, para agradar a outros amigos, ou por pura convicção. Mas eu, no lugar do governo, aproveitava a deixa e começava por aí a reduzir as desigualdades sociais no país.

Aos defensores do desagravamento do ISP

1) Preço base de um automóvel 1.3 CDTI 90 cv: 17,919.46 euros.
Preço base de um automóvel em tudo igual excepto que é 1.7 CDTI 100 cv: 16,255.43 euros.

2) Imposto automóvel (IA) do primeiro automóvel: 2,249.96 euros.
Imposto automóvel (IA) do segundo automóvel: 6,124.74 euros.

3) Preço final de venda ao consumidor do primeiro automóvel: 24,405.00 euros.
Preço final de venda ao consumidor do segundo automóvel: 27,080.00 euros.

4) Por que razão o veiculo de menor cilindrada e menor potência (menos poluente) tem um preço base superior ao veículo com maior cilindrada e maior potência (mais poluente)?

5) Quem ganha e quem perde com o desagravamento de IA para os veículos menos poluentes?

6) É esta a lógica defendida pelos adeptos da descida do ISP?

7) É esta a lógica "liberal" favorável aos consumidores?

terça-feira, maio 27, 2008

Três padeiros

Conheço três padeiros, funcionários do grupo Jerónimo Martins, que todos os dias, num café do meu bairro, falam de futebol exactamente como Fernando Seara, Guilherme Aguiar e Dias Ferreira o fazem no programa O Dia Seguinte da SIC-N. O estilo, a linguagem e o conteúdo, são exactamente os mesmos. A única diferença é que, aos padeiros, ninguém paga nada por isso.

domingo, maio 25, 2008

Relações de vizinhança

Perdi hoje vinte minutos a olhar para o Euro + Israel Festival da Canção. Ao fim de cinco minutos a observar o sentido de voto dos países passei a adivinhar onde votariam os restantes países. Bastou-me, para tanto, um banal conhecimento da geografia. Todos, quase sem excepção, votavam nos países vizinhos. Percebi, rapidamente, que Portugal não teria hipóteses, por apenas ter um vizinho e que Israel também não, por apenas ter vizinhos de outros festivais.

Os funcionários públicos não são cidadãos?

1. Não concordo com o conteúdo deste post de Vital Moreira. Parece-me que os cidadãos que são funcionários públicos, pelo facto de trabalharem na Administração, não deixam de ser cidadãos. Ora, é enquanto cidadãos que me parece que eles recorrem ao Provedor de Justiça por entenderem violados, em algum aspecto, os seus direitos e garantias, justamente, de cidadãos.

2. O que me parece que deveria preocupar, o governo em primeiro lugar, é o volume de queixas dos funcionários públicos. Será que há por aí muito tiranete na Administração que está a cavalgar "oportunisticamente" uma certa ideologia ambiente, para tirar, arbitrariamente, vantagens pessoais ou políticas, em prejuízo dos direitos de cidadania e do Estado de Direito e em favor de auto-promoção pessoal ou de micro-cliques instaladas na Administração? E isto, para que fique claro, independentemente das filiações partidárias desses tiranetes?

3. Talvez fosse aconselhável não tomar a nuvem por Juno e fazer-se uma recolha de informação objectiva sobre o que se estará a passar na Administração que leva tantos funcionários a recorrer ao Provedor de Justiça...

Hábitos da (nossa) história...

Concordo, claro, com o princípio que define o mercado enunciado pelo Rui. Por definição só há mercado onde há concorrência. Mas muitos dos players, como agora se diz, no mercado, sonham alcançar o monopólio do mesmo, ou seja, sonham com um "mercado" sem concorrência. É o caso em apreço, mas não só, como sabemos. O que mais há são players com sede de monopólio. No mercado das telecomunicações, da energia, dos media, etc. há por aí muito jogador cujo jogo denuncia mais desejo de monopólio (situação de privilégio) do que de mercado...

sábado, maio 24, 2008

Podia ter sido escrito no Jornal de Angola ou no Avante

“Vincamos decididamente a nossa profunda indignação face à estreia na Rússia do filme-provocação, resíduo da guerra fria, pasquim nojento: o filme de Spielberg: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (...) o filme apresenta, de forma caricatural e feia, as acções dos soldados soviéticos e dos nossos serviços secretos, que são cínica e cruelmente liquidados pelo super-herói americano Indiana Jones. Semelhantes invencionices formam, na nova geração de russos, disposições decadentes, falta de confiança no poderio do seu país, adoração dos Estados Unidos. (...) Lançamos um apelo aos espectadores para assobiar o filme durante a estreia nas salas de cinema de São Petersburgo e enviar cartas de protesto aos fantoches do imperialismo: Harrison Ford e Cate Blanchett”

Mas foi num comunicado dos comunistas de São Petersburgo.

Outro factor de esperança

Sempre fui um optimista em relação à evolução global do mundo contemporâneo. A actual "crise alimentar" veio dar-me razões acrescidas de esperança, por dois motivos. Em primeiro lugar, porque para uma parte muito significativa da humanidade há hoje muito menos fome do que havia há vinte ou trinta anos, motivo principal da escassez de alimentos. Em segundo lugar, porque a viabilidade do mundo vai obrigar os países desenvolvidos e as instituições supranacionais (como a ONU, FMI, BM, ONU, UE) a alterarem as suas politicas em relação ao mundo "em desenvolvimento" onde a escassez de alimentos persiste, factor essencial para a redução drástica da fome no continente africano e em parte do continente asiático.

sexta-feira, maio 23, 2008

A sério? ainda não tinha dado conta...

Estudo revela que actualmente os fumadores são marginalizados dentro das redes sociais a que pertencem.

Um factor de esperança

Sempre fui um optimista em relação ao problema ambiental. A actual crise dos combustíveis veio dar-me razões acrescidas de esperança num futuro ambientalmente sustentável.

terça-feira, maio 20, 2008

Tinoni

Misturar cigarros acesos com combustível não é boa ideia. Algo me diz que a coisa pode explodir...

O público e o privado

Falar de violação da privacidade a propósito das câmaras de vigilância no espaço público, parece-me um claro contra senso. Já a intromissão do olho (electrónico ou humano) no espaço privado de cada um, me parece ser uma clara violação da privacidade. Mas há, também, quem traga a sua privacidade, deliberadamente, para o espaço público. A isto chama-se exibicionismo.

E há ainda o mercado do associativismo recreativo

"as associações típicas recreativas dos bairros típicos de lisboa vendem-nos uma sardinha por uns típicos quatrocentos (400) escudos, isto mesmo depois de receberem mil continhos da edilidade para, por favor, nos venderem umas sardinhas à noite num local todo mijado e com pão amassado durante a crise de 1383-1385. Parece agora que António Costa vai diminuir o subsídio para mil euros, ou seja, 200 contos, apesar dos fortes protestos do PCP."